Natália Lacerda explica ao vereador Luiz Carlos o que é o Fundo de Desenvolvimento Econômico, após questionamento sobre uso de recursos
A secretária municipal também respondeu às críticas sobre o uso do recurso em eventos, afirmando que essas iniciativas também fazem parte das estratégias de desenvolvimento local

Um momento chamou atenção durante a reunião da Comissão Temporária Especial da Câmara Municipal de Itabira, realizada na última segunda-feira (16). Durante a prestação de contas da secretária municipal de Desenvolvimento Econômico, Natália Lacerda, o vereador Luiz Carlos de Souza “de Ipoema” (Podemos) questionou a aplicação de recursos do Fundo Municipal de Desenvolvimento Econômico e Social de Itabira (Fundesi) em eventos promovidos na cidade.
Segundo o parlamentar, o fundo estaria sendo utilizado para financiar atividades como festividades e eventos culturais, o que, em sua avaliação, deveria ser direcionado para políticas públicas voltadas à sustentabilidade econômica, especialmente nas discussões sobre o futuro pós-mineração no município.
Em meio ao debate, Natália Lacerda perguntou ao vereador se ele sabia o significado da sigla Fundesi. “Você sabe o que significa o Fundesi? O que é?”, questionou a secretária.
O vereador respondeu que acreditava se tratar de um recurso destinado a empresas no município. “É um recurso no município para as empresas”, respondeu Luiz Carlos.
Diante da resposta, Natália voltou a questionar o parlamentar sobre o significado da sigla. Sem conseguir explicar exatamente, o vereador afirmou apenas que sabia que o fundo possuía recursos. “Olha lá, a sigla… Fundesi. Eu sei que ele tem recursos, tem vários recursos”, disse.
Secretária explica ao vereador aplicação dos recursos do Fundesi
“Fundo de Desenvolvimento Econômico e Social de Itabira. Ele recebe, prioritariamente, recursos da CFEM, que é a Compensação Financeira pela Exploração Mineral. O Fundesi recebe 20% dessa compensação para ser aplicado no desenvolvimento econômico e social”, explicou.
Natália Lacerda também respondeu às críticas sobre o uso do recurso em eventos, afirmando que essas iniciativas também fazem parte das estratégias de desenvolvimento local. “Quando a gente faz uma atividade de pré-Carnaval e Carnaval, a gente desenvolve a economia local”, afirmou.
Ela citou ainda outras iniciativas apoiadas pelo fundo, como o Natal Criativo e o Festival Fala Quilombo, evento que reúne comunidades quilombolas da região. “Não poder apoiar um evento que reúne mais de 70 grupos e comunidades quilombolas do Médio Piracicaba, do Rio Doce e do Alto Rio Doce para valorizar a cultura e o que essas comunidades produzem?”, questionou.
Segundo a secretária, essas ações também geram renda e fortalecem cadeias produtivas locais, incluindo a agricultura familiar. “Quando a gente promove atividades com recursos do Fundesi, a gente remunera a agricultura familiar, quem produz quitandas, quem produz alimentos tradicionais da cidade”, destacou.
Durante a explicação, Natália também citou o economista Amartya Sen, ao falar sobre o conceito de desenvolvimento. “Ele mudou o conceito de desenvolvimento humano. Não há desenvolvimento econômico sem desenvolvimento humano”, afirmou.
Ao final, a secretária reforçou que os recursos do Fundesi são aplicados tanto em projetos estruturantes quanto em iniciativas que estimulam a economia local. “O Fundesi tem seus recursos devidamente aplicados, seja em projetos estruturantes, como o novo condomínio industrial e a central de resíduos, seja em eventos de base comunitária e arranjos produtivos locais”, concluiu.




