NBA: Relembre como foi a temporada e se prepare para as finais
Temporada com diversos altos e baixos está chegando ao fim
A temporada de 2020-2021 da NBA (National Basketball League) foi bastante atípica em vários níveis. Para começo de conversa, nos veículos de imprensa, nos sites e nas casas de aposta, ninguém poderia imaginar que as finais não contariam com os jogadores mais cobiçados dos dias de hoje, como Lebron James, do Los Angeles Lakers, e Kevin Durant, do Brooklyn Nets. Porém, não apenas os times que ainda têm chances de títulos foram inesperados, vale lembrar como caíram alguns dos favoritos e o que aconteceu com um ou outro time que era figurinha carimbada das finais e nem a classificação conseguiram.
Pouco tempo após a final da temporada 2019-2020, no dia 11 de outubro de 2020, a NBA anunciou a data de início da temporada 2020-2021: dia 22 de dezembro. Não só isso foi motivo de polêmica, mas o calendário apertadíssimo, em que os times passariam por maratonas de jogos seguidos, também foi alvo de críticas e polêmicas.
A temporada foi exatamente como se previa: repleta de lesões e violações dos protocolos. Entre os craques que sofreram nesses termos, durante a temporada estão Lebron James, Anthony Davis, Joel Embiid, Kawhi Leonard, Kyrie Irving, Kevin Durant, James Harden, Jason Tatum, Jamal Murray, Jimmy Butler, Bam Adebayo, Donovan Mitchell, Mike Conley e Russell Westbrook – todos jogadores de papeis importantíssimos nas suas equipes.
Este ano também inaugurou o chamado “play-in”, em que os times que ficaram em sétimo ao décimo fazem um mata-mata rápido para decidir quem vai para os playoffs. No lado do leste, o esperado aconteceu, o Boston Celtics e o Washington Wizards se classificaram em sétimo e oitavo respectivamente, enquanto Indiana Pacers e Charlotte Hornets ficaram pelo caminho.
Já no Oeste houve surpresa. O Los Angeles Lakers batalhou mas passou em sétimo como esperado, enquanto o Golden State Warriors caiu para o Memphis Grizzlies com partida de gala da jovem estrela Ja Morant, que derrotou o San Antonio Spurs na primeira rodada.
Dado início dos playoffs, os favoritos ganharam quase todos os jogos. Utah Jazz, com a melhor campanha da liga, desbancou o guerreiro Grizzlies. Philadelphia 76ers passou o trator no Wizards, Bucks varreu o Miami e o Nets ganhou com facilidade do Celtics.
Porém, a primeira rodada já trouxe seus momentos emocionantes, como quando o Atlanta Hawks (quinto colocado na Conferência Leste) derrotou o New York Knicks com uma performance de gala de seu talento, de 22 anos, Trae Young. O Dallas Mavericks, de Luka Doncic, quase derrubou o poderoso Los Angeles Clippers, mas Kawhi Leonard assumiu o comando e levou o time à vitória e classificação.
Ainda no leste, o Denver Nuggets sofreu mas passou pelo Portland Trail Blazers e o grande favorito Los Angeles Laker, que perdeu seu craque Anthony Davis durante a série caiu diante do Phoenix Suns.
As semi-finais seguiram o ritmo da surpresa, com Bucks derrotando o Nets em 7 jogos apertados, o time de Nova York sofreu com as lesões de dois dos seus três principais jogadores e apenas Kevin Durant em forma, mesmo com performances memoráveis, não foi o suficiente para vencer. O Philadelphia foi surpreendido, assim como o Knicks, pela performance de altíssimo nível do jovem de Atlanta, Trae Yong com um time muito bem organizado que desbancou um dos principais favoritos ao título.
No Oeste, o Suns mostrou que veio para disputar até o fim e varreu o Nuggets, time que tem o MVP da temporada, o pivô sérvio Nikola Jokic, enquanto o Clippers fez mais uma reviravolta e passou pelo Jazz que perdeu seus dois principais jogadores para o departamento médico.
A final do Oeste é inédita, os Clippers chegam às finais pela primeira vez na sua história, comandados pelo rei das reviravoltas – o técnico Ty Lue – e tem pela frente um time com um equilíbrio interessantíssimo entre novatos e veteranos, comandados pelos craques Chris Paul e Devin Booker – tentando levar os Suns a sua terceira final de NBA da história, e quem sabe o primeiro título.
Do lado do leste, os físicos Bucks são os favoritos para passar para as finais, porém enfrentam um Atlanta muito encaixado e confiante, com um jovem craque que já quer deixar seu nome na história da NBA.
A grande final está chegando, inclusive dá pra ter um gostinho do que vai ser o time dos EUA nas olimpíadas.
De qualquer maneira, os problemas começaram antes do primeiro jogo. O primeiro a ficar de fora foi Klay Thompson, a esperança do Golden State Warriors, companheiro do craque Stephen Curry, com quem ganhou três campeonatos. Para ter um elenco competitivo, os Warriors contavam com Klay, e o sonho foi por água abaixo antes do início da temporada.
O Houston Rockets, muito desgastado por anos de tentativas frustradas de chegar à final trocou Russell Westbrook com o Washington Wizards por um John Wall, que já foi um armador cobiçado mas atualmente carece de explosão física. O craque do time, James Harden, estava claramente forçando a saída, não se esforçando em jogos, causando mal estar no elenco até que conseguiu a troca para o poderoso Brooklyn Nets.
O time do Brooklyn já gerava alta expectativa pela dupla de craques Kyrie Irving e Kevin Durant (que voltava de lesão) e, com James Harden, se tornou o grande favorito para ganhar a competição. Assim, ao lado do Los Angeles Lakers, tornou-se o grande favorito ao título.
Desde que a temporada de 2019-2020 foi suspensa em 11 de março de 2020, sendo pega de surpresa pela pandemia de COVID-19, a NBA ainda parece sofrer com algumas consequências que levaram a liga a trabalhar com um calendário apertado.
Em 2020, a liga surpreendeu a todas e todos com um mecanismo elaborado meticulosamente, a chamada “bolha da Disney”, em que uma parceria com os, também paralisados, parques temáticos de Orlando, no estado da Flórida (EUA), receberam jogadores e comissões técnicas para dar continuidade ao campeonato e afastar, mesmo que por um breve momento, as moscas das montanhas russas.
A Disney foi palco de jogos sem público, para conter a doença, ainda no auge naquele momento, a liga implementou rígidos protocolos de saúde em que realmente os parques temáticos funcionavam como bolhas sanitárias. Deu certo, porém alguns jogadores sentiram falta de seu modo de vida, suas famílias e, inclusive, alguns contraíram a doença nesse período em que os jogos foram suspensos – tudo novidade.
Porém, as finais aconteceram e os grandes times apareceram. Na Conferência Oeste o favorito Los Angeles Lakers sustentou a majestade, guiado pelo craque Lebron James e Anthony Davis, com coadjuvantes compondo muito bem o jogo, do armador Rajon Rondo ao pivô Dwight Howard, passando por outros mais improváveis como o, também, armador Alex Caruso, desbancando com tranquilidade o Portland Trail Blazers, o Houston Rockets e o Denver Nuggets.
Na Conferência Leste, o Miami superou as expectativas. Após passar pelo fraco Indiana Pacers, derrubou o principal favorito da conferência, o Milwaukee Bucks do MVP (Most Valuable Player) da temporada, o grego Giannis Antetokounmpo, e travou o jogo do Boston Celtics – o último obstáculo para enfrentar o Lakers.
Apesar de performances memoráveis do craque Jimmy Butler, o Lakers não deu trégua ao time de Miami e se sagrou campeão da NBA com um placar final de quatro jogos a dois.




