Neidson diz que atrasos do estado jogam fora o esforço do governo municipal em melhorar finanças
O presidente da Câmara de Vereadores de Itabira, Neidson Freitas (PP), saiu em defesa da Prefeitura nessa terça-feira, 30 de outubro, durante reunião ordinária do Legislativo. O parlamentar citou a dívida de cerca de R$ 40 milhões que o Governo de Minas Gerais tem com o município e afirmou o débito, originado em repasses obrigatórios […]

O presidente da Câmara de Vereadores de Itabira, Neidson Freitas (PP), saiu em defesa da Prefeitura nessa terça-feira, 30 de outubro, durante reunião ordinária do Legislativo. O parlamentar citou a dívida de cerca de R$ 40 milhões que o Governo de Minas Gerais tem com o município e afirmou o débito, originado em repasses obrigatórios não feitos, joga por terra todo o esforço da atual administração em melhorar os cofres públicos. Ele ainda criticou a oposição, que, em sua opinião, ignora esse cenário.
A dívida do governo estadual com Itabira é de R$ 39.769.431,90, oriunda de repasses não feitos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (Fundeb), Piso Mineiro de Assistência Social, recursos da Saúde e do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Os números foram expostos pelo prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) também nessa terça-feira, via redes sociais. O chefe do Executivo se queixou da situação e questionou como é possível administrar uma cidade com esse rombo.
Neidson citou que as ações empreendidas pela atual administração desde o início de 2017 só conseguiram zerar o déficit mensal que se arrastava desde o governo anterior em março deste ano. Ele também pontuou o aumento na Compensação Financeira por Exploração de Recursos Minerais (Cfem), mas argumentou que todo o ganho é perdido diante da dívida estadual. “O estado está na contramão”, criticou o presidente da Câmara.
Em uma reunião marcada por reclamações e pedidos dos colegas de melhorias e serviços de recuperação de vias, Neidson aproveitou para dizer que “muitas vezes os vereadores fazem vários pedidos, mas que tudo isso depende de recursos”. Depois, em entrevista à imprensa, fez críticas à oposição, sustentando que a bancada contrária a Ronaldo Magalhães ignora o cenário de dificuldade econômica.
“Passa-se a sensação de que é a cidade que está deixando de fazer, mas, na verdade, é o estado. Chega uma hora que a conta não fecha, como já não está fechando”, argumentou o vereador, indicando que a administração municipal terá dificuldades em honrar compromissos neste fim de ano, como já havia indicado o prefeito Ronaldo Magalhães.
Discussão
O discurso de Neidson foi contraposto pelo oposicionista Reginaldo Santos (PTB). O vereador voltou a bater na tecla de que o inchamento da Prefeitura, sobretudo com cargos comissionados, é um dos motivos que dificultam as finanças do município. Como já havia feito em oportunidades anteriores, ele criticou o número de ex-vereadores com cargos no atual governo.
“Critica-se tanto que o governo anterior acumulou dívidas e ao mesmo tempo premiam os ex-vereadores, que são os que deveriam ter fiscalizado as irregularidades, com cargos de chefia”, criticou Reginaldo.




