Neidson não desiste de redução de vereadores e diz que buscará apoio popular

A rejeição da proposta de reduzir o número de vereadores não desanimou o autor do projeto, Neidson Freitas (PP), que promete voltar a tramitar com a matéria no ano que vem. A intenção é organizar uma petição pública que demonstraria que há apoio popular em torno da ideia. A redução de cadeiras na Câmara foi […]

Neidson não desiste de redução de vereadores e diz que buscará apoio popular
Neidson defende menos vagas para vereadores na Câmara de Itabira – Foto: DeFato

A rejeição da proposta de reduzir o número de vereadores não desanimou o autor do projeto, Neidson Freitas (PP), que promete voltar a tramitar com a matéria no ano que vem. A intenção é organizar uma petição pública que demonstraria que há apoio popular em torno da ideia.

A redução de cadeiras na Câmara foi uma de propostas de Neidson durante a campanha. Em dois anos como presidente do Legislativo, ele não fez tramitar o projeto. Agora, como líder do governo, conseguiu assinaturas de colegas para levar a discussão a plenário. Primeiro, o progressista sugeriu a diminuição para 11 vagas, mas depois apresentou uma emenda mais branda, com 15 cadeiras.     

“Ao longo desses dois anos, vim trabalhando com os vereadores, mostrando a importância da economia. Nós estamos falando em quase R$ 10 milhões”, comentou o parlamentar em entrevista a DeFato Online.

Neidson argumenta que o fato de a votação ter terminado em empate no plenário, sendo necessário o voto de minerva do presidente, mostra que a Câmara está aberta à redução das cadeiras. Ele entente que a pressão popular pode ser o diferencial para um resultado diferente no próximo ano.

“Acredito que ainda é passível uma petição pública para tomar a opinião da população e mostrar que há o interesse na redução do número de vereadores em Itabira. Porque os vereadores, teoricamente, segundo muitos falam, estão aqui para representar o que o povo quer. Então, se ficar demonstrado através de uma manifestação concreta, escrita e oficial esse interesse, acredito que o projeto pode voltar a ser discutido no ano que vem”, comenta.

Apesar da derrota em plenário, o líder do governo se disse satisfeito por ter conseguido a tramitação de “um projeto muito difícil” e ter aberto a discussão em torno do assunto. Para ele, a reprovação se deu por “interesses eleitorais”.

“Eu acho que no momento em que as pessoas tomam a decisão baseada em interesses eleitorais, de facilitar ou dificultar a permanência de quem já está na Câmara ou das pessoas que estão lá fora e querem entrar, não prevalece a vontade do eleitor itabirano”, finalizou.