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Nélia Cunha celebra o “Facilita Trabalho” e torce por longevidade do programa

Facilita Trabalho

Foto: Victor Eduardo/DeFato Online

Criada com o propósito de auxiliar famílias em situação de pobreza ou extrema pobreza de Itabira, a moeda social Facilita completa, em 2023, dois anos. No ano passado, na esteira do programa, também foi institucionalizado pela Prefeitura Municipal o “Facilita Trabalho”, no qual são oferecidas capacitações nas áreas de panificação, salgados, doces e quitandas às mulheres contempladas pela moeda social. E nesta quinta-feira (21), na sede da Aposvale, as 50 primeiras beneficiárias receberam certificados de conclusão dos cursos.

Participaram do evento, além do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), a secretária de Assistência Social Nélia Cunha, os vereadores Bernardo Rosa (Avante) e Reinaldo Lacerda (PSDB) e o presidente da Associação de Proteção à Maternidade e à Infância de Itabira (APMII) Airton Rodrigues.

Cadeia econômica

À DeFato, Nélia Cunha deu alguns números do programa Facilita, conduzido por sua pasta. Segundo ela, o programa não só oferece um sustento financeiro a itabiranos em situação de vulnerabilidade, como também movimenta a economia local.

“Hoje a equipe da Assistência realmente está toda feliz, porque a moeda social Facilita hoje já beneficia 4004 famílias, é o maior programa de transferência de renda de Minas Gerais. Além de beneficiar famílias em vulnerabilidade social, ele também fomenta o comércio. São cerca de R$ 500 mil que circulam no comércio da cidade, 62 comércios já credenciados, não só supermercados de Itabira, como também dos distritos”.

Sobre o Facilita Trabalho – que contratou outras 100 mulheres neste ano -, a secretária afirma que seu intuito é não tornar as famílias dependentes apenas do cartão.

“Depois da moeda social, criamos o Facilita Trabalho, que é o programa de qualificação profissional e acesso ao mercado de trabalho. As beneficiárias são as mulheres do moeda, já que o intuito é desenvolver as famílias para que não se tornem dependentes dos cartões de transferências de renda”, detalha.

Por fim, Nélia também torce pela continuidade do programa, independente da gestão municipal vigente. “Com certeza (o programa deve ser mantido). Geração de trabalho e renda, ainda mais para um público que necessita, é sempre um dever de nós gestores e governantes”.

Emprego para as mulheres

Já Marco Antônio Lage enfatizou a falta de oportunidades de trabalho para as mulheres, muitas vezes relegadas ao serviço de casa, segundo ele.

“Em toda cidade a realidade é a mesma. Em uma cidade mineradora como Itabira, que tem pleno emprego para o homem, a mulher sempre sofre. A mulher vira dona de casa, ela não tem a oportunidade de estudar muitas vezes, ela não tem a oportunidade de adquirir experiência, não tem carteira assinada, e normalmente fica com maior peso”.

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