Netflix defende filme “365 Dias”, acusado de glorificar tráfico sexual
Filme vem rendendo polêmicas entre os internautas

Quem há assistiu ao filme “365 dias”? Quem ainda não viu, ao menos já ouviu falar sobre as tórridas cenas sexuais que têm causado polêmica entre os telespectadores. E a Netflix anunciou que continuará a disponibilizar o filme polonês, apesar dos pedidos de retirada do catálogo, inclusive por parte da cantora britânica Duffy. Segundo ela, o longa glamoriza “a realidade brutal do tráfico sexual, do sequestro e do estupro”.
A cantora e compositora publicou uma carta aberta na quinta-feira ao CEO da Netflix, Reed Hastings, deixando claras suas preocupações sobre o filme, que é baseado em uma trilogia best-seller da autora polonesa Blanka Lipinska. Descrito como um “drama erótico”, o filme acompanha uma mulher, interpretada pela atriz polonesa Anna-Maria Sieklucka, que é aprisionada por um mafioso siciliano, papel do ator italiano Michele Morrone, que dá à sua refém um ano para que se apaixone por ele.
“Me deixa triste que a Netlflix ofereça espaço para tal tipo de ‘cinema’, que erotiza o sequestro e distorce a violência sexual e o tráfico humano como um ‘filme sexy’. Tragicamente, vítimas de tráfico e sequestro não são vistas, e, ainda assim, em ‘365 Dias’ seu sofrimento é colocado como um ‘drama erótico’, como é descrito pela Netflix”, escreveu ela.
A Netlflix apontou que “365 Dias” é um filme polonês lançado em cinemas de diversos países em fevereiro de 2020, e que não estava envolvida na produção. “Acreditamos fortemente em oferecer aos nossos membros em todo mundo mais escolhas e controle sobre a experiência de assistir à Netflix”, disse o porta-voz em comentários por e-mail.