Níveis de partículas da nuvem de poeira ainda não foram informados

Os relatórios de medição das partículas também não foram emitidos

Níveis de partículas da nuvem de poeira ainda não foram informados
Foto Thamires Lopes
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Na tarde dessa quarta-feira, 7 de outubro, os itabiranos foram surpreendidos por uma imensa nuvem de poeira. Como já aconteceu outras vezes, as partículas se originaram nas minas da Vale e puderam ser vistas e sentidas em muitos pontos da cidade.

Infelizmente, essa é uma situação mais rotineira do que se imagina. Em maio desse ano, o Ministério Público chegou a cobrar a Vale sobre o monitoramento das partículas mais nocivas à saúde.

Sobre isso, a promotora Giuliana Talamoni Fonoff disse que há um procedimento administrativo que acompanha o cumprimento da recomendação.

“No ano passado, quando houve uma nuvem de poeira amarela bastante específica, eu instaurei um procedimento para verificar se tinha havia extrapolação dos limites autorizados pela legislação para a emissão de partículas. Mesmo comprovando que não houve a extrapolação, fizemos uma recomendação para que a Vale fizesse medições de notas de partículas específicas. A previsão é a implementação até o fim desse ano”.

Resposta da Vale

A assessoria de comunicação da Vale se manifestou em nota afirmando que os dados coletados nas estações de monitoramento, a cada hora, são recebidos simultaneamente pela Vale, Secretaria de Meio Ambiente, Codema e Fundação Estadual de Meio Ambiente. Eles informaram, ainda, que a Vale realiza atividades de controle da poeira rotineiramente. “Há controle de velocidade nas estradas de acesso às minas e revegetação de taludes e áreas expostas para minimizar a produção de poeira. A empresa também está realizando as adequações para iniciar monitoramento de Partículas Respiráveis (PM-2,5), conforme prazo acordado com o ministério público”.

A Secretaria Municipal de Meio Ambiente foi procurada, mas até o fim da apuração dessa matéria, ainda não tinha se manifestado.