No Brasil, 43% dos domicílios são inadequados, constata IBGE

Em 2008, dos 57,5 milhões de domicílios existentes no Brasil, 24,7 milhões (43%) eram inadequados, conforme constatado pelo IBGE. O órgão divulgou nesta quarta-feira (1º) a quarta edição da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. Para o levantamento foram considerados, em 55 indicadores, os principais aspectos ligados às esferas social, ambiental e econômica das habitações. Foram […]

Em 2008, dos 57,5 milhões de domicílios existentes no Brasil, 24,7 milhões (43%) eram inadequados, conforme constatado pelo IBGE. O órgão divulgou nesta quarta-feira (1º) a quarta edição da pesquisa Indicadores de Desenvolvimento Sustentável. Para o levantamento foram considerados, em 55 indicadores, os principais aspectos ligados às esferas social, ambiental e econômica das habitações.

Foram classificados como adequados na pesquisa apenas os domicílios que dispunham de coleta de lixo, abastecimento de água por rede geral, esgotamento sanitário por rede coletora ou fossa séptica e no máximo dois moradores por quarto. A regularidade do imóvel não foi considerada no estudo.

De acordo com o IBGE, a falta de esgotamento sanitário foi o problema mais comum constatado durante o levantamento, atingindo 26,8% dos domicílios brasileiros. A presença de mais de duas pessoas num mesmo dormitório vem em seguida em 17,6% das casas. A falta de serviço de abastecimento de água aparece em terceiro lugar, identificada em 16,1% dos imóveis, e a coleta de lixo foi o último problema, percebido em 12,1% dos domicílios. Segundo o IBGE, muitas vezes o mesmo imóvel apresentou mais de uma falha.

Ainda segundo o IBGE, a situação melhorou no país se comparados os dados da quarta pesquisa com a primeira, realizada em 1992, quando foi constatado que 63,2% do total de moradias eram inadequadas.
 

COM AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS