No Dia do Ciclista, casal apaixonado pelas bikes dá dicas sobre o esporte

Amantes da bicicleta esperam ansiosos pela construção da ciclovia em Itabira; prefeitura destinou este ano R$ 300 mil o projeto

No Dia do Ciclista, casal apaixonado pelas bikes dá dicas sobre o esporte

Há oito anos Adriana Alvarenga Torres, 39, e, Diego Bretas Alves, 42, descobriram no ciclismo uma paixão. O casal, natural de Santa Maria de Itabira, possui uma rotina puxada de treinos e não faz corpo mole quando o assunto é seguir sobre duas rodas.

Superando os desafios do próprio corpo, os dois já chegaram a percorrer até 100 km em um único dia. Amantes do pedal, Adriana e Diego moram em Itabira há 16 anos e investem cada vez mais no esporte como oportunidade para promover a qualidade de vida e bem-estar.

No Dia do Ciclista, comemorado nesta segunda-feira(19), o casal esteve na redação da DeFato para contar um pouco sobre esse amor pelas magrelas e parabenizar os atletas da cidade, que treinam na modalidade.

Desde criança, Adriana e Diego afirmam que já eram fascinados por bicicletas. Contudo, a paixão pelo esporte foi despertada após o nascimento dos filhos, Gustavo Torres Bretas Alves, 17, e Leonardo Torres Bretas Alves, 14. “Comprei duas bikes para meus filhos andarem e acabei comprando uma para acompanhá-los. Desde então, não a larguei mais”, conta Adriana. Diego, vendo o desempenho da esposa no esporte, resolveu se aventurar também e começou a pedalar na mesma época.

Em 2016, o casal deixou de pedalar apenas por hobby e começou a participar do grupo de ciclistas “Pedal Girls” e começaram a evoluir no esporte. “ Nós começamos com um bicicleta simples, e com o tempo fomos descobrindo mais sobre as diferenças entre as bike. Hoje a gente já está participando de desafios e competições, ficando cada vez mais empolgados”, disse Diego.

O entusiasmo cresceu após a participação do casal no Desafio Brou, realizado em Ouro Preto, este ano. Os dois enfrentaram o caminho tortuoso do Pico do Itacolomi e passaram mais de cinco horas para completar a prova, de baixo de chuva e com muita lama no percurso. “A minha meta era completar a prova em boas condições. Isso foi  muito difícil porque foram muitas horas em cima da bicicleta com muito frio”, conta Adriana, que conquistou o segundo lugar na competição.

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Mesmo acordando às 5h para pedalar, o casal considera que a vida, depois de descobrir o ciclismo, melhorou bastante e que, hoje, não se imaginam longe das magrelas. “Nossa vida mudou completamente. É uma atividade ao ar livre, que temos contato com a energia da natureza para esfriar a cabeça. Com certeza é a minha válvula de escape”, ressalta Adriana.

Para Diego, o mais legal de praticar o esporte é sair de casa sem destino, conhecer lugares novos e se aventurar pela estrada. “Já seguimos por uma trilha e chegamos até João Monlevade”, lembra o atleta. O desejo dos dois é que, mesmo com o passar do tempo, a disposição para pedalar não acabe e que possam continuar com garra sob pedais.

Dicas 

Adriana e Diego afirmam que, para começar a pedalar basta força de vontade. Segundo eles, aos poucos, o amor pelas bikes vai criando forças e o atleta vai evoluindo no esporte. “No início é melhor começar com uma bicicleta confortável, como as de moto bike, e circular pelo asfalto. Depois o atleta vai adquirindo mais conhecimento sobre o assunto e, automaticamente, começa a trocar de bike de acordo com a demanda”, conta Diego.

Além da bicicleta, ele ainda destaca a importante de usar os aparelhos de segurança, como capacete, luvas, sapatos fechados, óculos e roupa acolchoada própria para o esporte.

Para quem está começando, Adriana indica passeios aos sábados e domingos no período da manhã. “Nesses momentos o fluxo de carros é menor, então fica menos perigoso circular. O ideal era que tivéssemos ciclovias pelas ruas da cidade”, comenta a atleta.

Ciclovia 

A Prefeitura de Itabira liberou este ano R$ 300 mil para dar início à construção de ciclovias na cidade. O dinheiro advém do Fundo Especial de Gestão Ambiental (Fega), administrado pelo Conselho Municipal de Meio Ambiente (Codema). A execução do projeto ainda não tem data prevista e o próximo passo é consultar os grupos de ciclistas da cidade para que eles colaborem com a ideia.

O amor pelo esporte culminou em uma singela homenagem no pulso de Adriana. Com uma bicicleta tatuada, a atleta conta que vencer os próprios desafios é o verdadeiro motivo de não se separar do ciclismo. “Pedalar pra mim não é ser melhor que ninguém, é fazer hoje  melhor que eu fiz ontem. Constante superação”, disse a atleta.

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