Nesta quarta-feira (22) é celebrado o Dia Mundial da Água, e em Itabira, os moradores do bairro Santa Marta, querem saber o porquê a rua São Pedro tem o abastecimento da rede prejudicado a ponto de ficarem até 20 dias sem abastecimento. Segundo relatos enviados à DeFato, a rua está sem água há dias, um problema crônico enfrentado há anos. Procurado pela reportagem, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) não respondeu os questionamentos do portal. O espaço segue aberto para eventuais esclarecimentos.
Magda Aparecida é moradora da rua São Pedro há 17 anos, e afirma que após o aumento da população local, a falta de água começou a ser uma queixa recorrente. Segundo ela, sempre que os moradores procuravam o SAAE, eram informados que a distribuição estava normalizada, enquanto o problema persistia. Os moradores criaram um grupo no WhatsApp, onde entre os diversos assuntos, questionavam entre si sobre a falta de água. Foi neste momento que Magda percebeu que o problema era exclusivo da rua São Pedro, pois os vizinhos das ruas paralelas não passavam pelas mesmas situações.
Magda comenta que o ápice da situação foi há três anos atrás, quando ficaram 20 dias sem abastecimento. ‘’Estávamos indo para casas de amigos e parentes tomar banho e lavar roupa’’. A partir disso, os moradores fizeram um abaixo assinado e levaram até o SAAE, onde foram recebidos e informados que existe uma entrada de ar no entroncamento na rede, dificultando a distribuição na rua São Pedro.
Três anos depois, o problema persiste: ‘‘Estamos pedindo socorro para que alguém venha e resolva isso para nós. Como vou lavar minha roupa se amanhã pode faltar água?’’.
‘‘Conheço pessoas que moram na área central e lá nunca falta água. Por que nós somos excluídos? Será que nosso dinheiro tem menos valor? Nunca ganhamos desconto por ficar 20 dias sem água. O lugar onde moramos é indigno? Hoje é o Dia Mundial da Água. Cadê a água?’’
Acordar de madrugada para ter acesso à água
Para tentar minimizar os impactos da falta de água, a moradora Bruna Oliveira, por diversas vezes acorda de madrugada para encher reservatórios e poder realizar as tarefas básicas do dia a dia. Ao falar sobre a situação, Bruna diz que se sente lesada:’’Pago minhas contas em dia e preciso esperar a madrugada para ter acesso a água. Aliás, quando tem água […] Já acordei 01h para lavar banheiro, conseguir fazer um arroz para comer no outro dia.’’
Bruna é mãe de dois meninos: Hector Noah, de 11 meses, e Edgar Junior, de sete anos, que requer cuidados especiais: ‘’Ele é cadeirante e é mais difícil ainda dar banho nele sem a água caindo do chuveiro’’
Até o fechamento desta matéria, o Saae não enviou os esclarecimentos solicitados e a rua São Pedro seguia sem abastecimento.

