No WIN 2016, palestrantes orientam como empreender em tempos de crise
Alessandra Ribeiro alertou cuidados ao se tornar um franqueado
Com criatividade é possível driblar a crise. O momento econômico é desafiador e traz incertezas, mas há alternativas para quem quer montar o próprio negócio, empreender e fugir do desemprego, ou ainda ter salários melhores. No Workshop Itabirano de Negócios (WIN), diversas palestras buscaram dar um empurrão em novos empreendedores na região e apresentar um leque de possibilidades.
Com a palestra “No meio do caminho temos empreendedorismo”, o economista itabirano Júlio Figueiredo discursou que basta ter objetivos direcionados e dedicação para se dar bem no atual cenário. O palestrante contextualizou a história de Carlos Drummond de Andrade, personagem que citou ser o primeiro grande empreendedor de Itabira, uma vez que projetou sua obra mundialmente.
Figueiredo também apresentou sua experiência pessoal, onde anos atrás pediu demissão de uma multinacional para ser dono do próprio negócio. Ele encampou com parceiros as startups TI.MOB Tecnologia e Mobilidade e a POP Recarga, uma empresa que criou um meio de pagamento baseado em recargas por celular. “Ao mesmo tempo que a crise assusta, ela vem cercada e recheada de oportunidades”, reforçou.
Júlio Figueiredo
Editais
O doutorando em Ciência de Informação e mestre em Educação Tecnológica, Leandro Libério, falou sobre como empreender sem ter dinheiro. O especialista demonstrou que àqueles com ideias criativas e com produtos de alto potencial podem acessar editais de fundos não reembolsáveis, isto é, programas que apoiam financeiramente iniciativas que objetivam estimular o desenvolvimento tecnológico e inovações.
Dependendo do programa, até 90% de subsídios são oferecidos. Libério citou que dentre as empresas que fomentam o empreendedorismo e contam com ações de incentivo a projetos está o Sistema S, com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac), por exemplo.
Há linhas de incentivo também disponíveis no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e outras instituições, públicas e privadas. “Um ponto fraco de pequenos negócios é a captação de capital. São inúmeras as fontes de fomento”, resumiu.
Leandro Libério
Franquias
Há, ainda, o universo das franquias. O tema foi abordado pela gestora estadual do Minas Franquia e analista técnica do Sebrae, Alessandra Ribeiro Simões. Ela ressaltou que a palavra de ordem é estudar bastante o mercado e avaliar todas as possibilidades. “As pessoas tem uma certa paixão pelo produto e às vezes decidem comprar sem pesquisar. É preciso analisar o seu mercado”, provocou.
A administradora pontuou que há opções várias no mercado para ser tornar um franqueado sem investir tão alto ou dispor de um capital de giro astronômico. No entanto, é preciso conhecimento prévio para o empreendimento não ser frustrado.
No caso de ser um franqueado, ela lembrou que a captação de clientes é responsabilidade de quem adquiriu a franquia. A analista recomenda investimento inicial em pesquisa de mercado e tão logo seja desenhada uma estratégia para fidelizar clientes.
“Será que as pessoas daquele mercado estão dispostas a pagarem aquele preço? Será que o preço está adequado àquela região? As pessoas vão uma vez só? Haverá uma recompra? Essa recompra será semanal, mensal, semestral? Responder as essas perguntas são fundamentais ao negócio. É preciso analisar também do ponto de vista do consumidor”, sugeriu a profissional do Sebrae.