“Nosso grupo pretende alçar voos mais altos”, diz deputado Léo Portela, agora no PRB

Deputado Léo Portela falou sobre a situação do PRB em Itabira, agora sob comando de seu grupo político

“Nosso grupo pretende alçar voos mais altos”, diz deputado Léo Portela, agora no PRB

Entre meados de março e o fim de abril, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou um período para que políticos detentores de cargos no Legislativo trocassem de legendas sem o risco de perder os mandatos. Um dos que aproveitaram essa janela foi o deputado estadual Léo Portela, que, ao lado de seu pai, o federal Lincoln Portela, trocou o Partido da República (PR) pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). E os reflexos dessa mudança podem ser sentidos em Itabira, especialmente nas conversas para as eleições municipais deste ano.

O PRB de Itabira era comandado pelo secretário municipal de Governo, Ermiton Machado Gomes, e encaminhava as tratativas para apoiar o prefeito Damon Lázaro de Sena (PV) em uma eventual candidatura à reeleição. Acontece que com a mudança na esfera estadual, a legenda municipal passou a ser controlada pelo grupo dos deputados Portelas, que possuem forte influência na cidade, sobretudo sobre os evangélicos. E o discurso mudou. A sigla, agora, é oposição à atual administração municipal.

Acompanhado do novo presidente da legenda em Itabira, Marcello Reis, e do pré-candidato a vereador Gabriel Quintão, Léo Portela esteve na redação do Grupo DeFato na tarde dessa quinta-feira, 7 de abril, e falou sobre os motivos que o levaram a trocar de partido e sobre os rumos da legenda nas eleições municipais. Ele demonstrou que não concorda com o atual governo municipal e afirmou que o PRB participará ativamente do pleito de outubro, podendo, inclusive, compor uma chapa como cabeça ou vice. Confira, a seguir, trechos da entrevista do deputado estadual:

Mudança de partido

“Desde 2011 nós recebemos convites para ingressarmos no PRB. Nós temos um relacionamento com o PRB porque o partido nasceu de uma pessoa ligada ao PL, hoje PR, que é o José Alencar (já falecido). Ele sempre foi um grande amigo. E eu saio de portas abertas. Se um dia eu quiser voltar, tenho essa possibilidade. Fiz muitos amigos no PR, mas hoje vivemos um novo momento no PRB. É um partido de 10 anos, que cresceu muito nesse tempo. Temos 22 deputados na Câmara Federal, com um considerável tempo de TV, de um minuto e quinze segundos, que tem grandes expoentes nacionais. É um partido que nos recebeu muito bem e nos deu a oportunidade de crescimento político, partidário e eleitoral. Diante desse novo panorama, nós decidimos aceitar esse convite que já vem de muitos anos. É um momento de um novo tempo, de uma caminhada com mais liberdade”.

Cenário no Brasil

“Nós temos um posicionamento claro em relação à presidente Dilma (Dilma Rousseff – PT). E tão logo ingressamos no PRB, na semana posterior, o partido entendeu as nossas razões, nos deu voz e decidiu deixar o governo Dilma. No PRB nós temos a possibilidade de defendermos o nosso modo de pensar. E isso nos permite dar um feedback mais interessante para as nossas bases, que pensam na mesma forma que nós. Temos essa identidade muito bem formada, principalmente com o público evangélico. E o público evangélico, numa parcela considerável, para não dizer a maioria, pede o impeachment. Queremos essa mudança no Brasil”.

Em Itabira

“O PRB tem hoje uma nova composição. Marcello (Marcello Reis, assessor dos Portelas em Itabira) está assumindo a presidência e isso já foi registrado no TRE (Tribunal Regional Eleitoral). Nós buscamos sempre formar grupos, compor novas uniões e construir pontes. Conversamos com o PRB local, com o secretário Gomes, mas o nosso grupo político em Itabira pretende alçar voos mais altos. O PRB, como partido grande que é, pode pensar em candidatura própria, pode pensar em composição de chapa de vice, pode ofertar para Itabira um futuro diferente, uma administração mais proativa, mais moderna e mais bem relacionada nos governos estadual e federal. Uma administração que realmente faça o que o povo de Itabira espera”.

Conversa com Gomes

“Foi tranquila como deve ser. O partido agora tem uma nova orientação, com os dois deputados. Precisávamos montar uma estrutura partidária que representasse a cara do grupo que nos apoia em Itabira. E o grupo que nos apoia em Itabira quer um novo tempo para a cidade. O grupo que estava no PRB é um grupo que estava satisfeito com o que estava acontecendo. É um grupo que se contenta, que se conforma com o que está acontecendo em Itabira. Nós não nos conformamos com o que está acontecendo em Itabira. O antigo grupo está feliz com Itabira e com a atual administração. Esse grupo preferiu seguir o seu próprio caminho. Um caminho que nós não vamos seguir. Nós não podemos nos conformar com o que vem acontecendo em Itabira”.

Atuação em Itabira

“Eu tive 2,5 mil votos em Itabira e meu pai teve 3,5 mil. É uma cidade que para nós é prioritária. Tanto que eu mandei, só no ano passado, R$ 563 mil para Itabira. Fui o deputado que mais enviou recursos para Itabira. Desse total, R$ 63 mil já foram pagos para a Associação Novas de Paz, para a compra de um veículo zero quilômetro; dois convênios com o Hospital Nossa Senhora das Dores, um de R$ 200 mil e outro convênio de R$ 300 mil, já foram assinados e serão pagos, no mais tardar, dentro de um mês e meio, que é a previsão que o governo nos deu. São R$ 500 mil para o Hospital Nossa Senhora das Dores, além dos recursos destinados pelo deputado federal Lincoln Portela. É com muita alegria que eu posso dar esse feedback positivo para Itabira e dizer que sou o deputado que mais trabalha por Itabira e que mais destina recursos para a cidade”.

Paulo Soares no PRB

“Foi uma construção do nosso grupo local, através do presidente Marcello. É um vereador de nome, de história, de serviços prestados ao Sindicato Metabase e ao município. Tem feito um mandato muito interessante, de muito trabalho e muita representatividade. É muito bem-vindo ao partido”.

Vereadores do PR

“O Ilton e a Marcela são nossos amigos. Nós fizemos um bom relacionamento nesses tempos em que nos relacionamos no PR, mas agora, partidariamente, eles seguem um caminho e nós seguimos outo. Sem nenhum tipo de desentendimento. Coisas normais da política”.