Nova direção quer que Prefeitura assuma despesas do complexo esportivo do Valério

Ao assumir o Valério com discurso de colocar a casa em ordem, o presidente Pedro Fortunato dos Santos já tem sua primeira meta à frente do clube: diminuir as despesas. Para isso, a nova direção pretende negociar com a Prefeitura de Itabira a manutenção da parte social do complexo esportivo Israel Pinheiro. Segundo o novo […]

Nova direção quer que Prefeitura assuma despesas do complexo esportivo do Valério
Pedro Fortunato e Edinho Karatê assumiram gestão do Valério – Foto: Rodrigo Andrade/DeFato

Ao assumir o Valério com discurso de colocar a casa em ordem, o presidente Pedro Fortunato dos Santos já tem sua primeira meta à frente do clube: diminuir as despesas. Para isso, a nova direção pretende negociar com a Prefeitura de Itabira a manutenção da parte social do complexo esportivo Israel Pinheiro.

Segundo o novo presidente, atualmente cerca de 80% dos gastos que o Valério tem com sua estrutura provém de projetos executados pelo município. A reclamação é que, mesmo o clube sendo responsável por um percentual bem menor das despesas, acaba tendo que arcar com todas as contas.

Essa disparidade será um dos itens que a nova gestão vai avaliar enquanto mantiver o clube fechado. A “hibernação” poderá durar até 60 dias, período em que será feito um pente fino nas contas do Valério. Apesar de ainda não conhecer a real situação financeira do VEC, Pedro Fortunato já tem alguns números que retratam o quão difícil é o cenário. O clube tem pouquíssimos sócios. As receitas não chegam a R$ 10 mil, enquanto as despesas passam de R$ 30 mil por mês.

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Há cerca de três meses, o Conselho Deliberativo, da qual o novo presidente fazia parte, encaminhou ao prefeito Ronaldo Magalhães (PTB) um ofício propondo a administração do complexo esportivo. Caso isso aconteça, haveria uma mudança no perfil da parte social, já que o controle ficaria com o município. Se a resposta for negativa, porém, a nova direção não descarta suspender as atividades da Prefeitura no local.

“Não acho justo que o espaço seja utilizado pelo município e as contas fiquem para o Valério. Não faz sentido o clube bancar quase R$ 9 mil de conta de energia por mês enquanto os funcionários ficam sem receber”, exemplificou o presidente recém-eleito.

Pedro comentou com os conselheiros do clube que a maior rigidez nos acordos com a Prefeitura não significa uma indisposição do Valério com o município. Ele disse entender as dificuldades financeiras pelas quais a administração de Ronaldo Magalhães tem passado e até elogiou ações tomadas pelo prefeito. Porém, ponderou que seu foco está nas contas do Valério e que vê o atual momento como uma chance de a agremiação construir uma nova imagem.

“Tem que acabar a fase de o Valério ser ‘pidão’. Nós temos é que exigir o correto”, comentou o novo presidente enquanto conversava com conselheiros durante a eleição, nessa terça-feira (25), para depois, já em entrevista à imprensa, completar: “Não acho que a Prefeitura tenha obrigação de colocar dinheiro no Valério. Se eu fosse prefeito, aliás, o Valério seria uma das minhas últimas prioridades. O que a gente quer é que eles banquem os custos daquilo que eles estão utilizando. Não pedimos nada além disso.”

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