Nova unidade da Biosolvit em Itabira, deve beneficiar cerca de 560 famílias de catadores de material reciclável
Ascarmarita, única associação de catadores do município, integra a cadeia de fornecimento
A inauguração da fábrica da Biosolvit em Itabira pode gerar impactos diretos na cadeia da reciclagem no município, especialmente para a Associação dos Catadores de Materiais Recicláveis de Itabira (Ascarmarita). A unidade, instalada na avenida Dr. Pedro Guerra, no bairro Gabiroba, transforma resíduos plásticos em resina biodegradável utilizada como supressor de poeira na atividade minerária, criando um novo destino para materiais que antes tinham baixo valor de mercado.
De acordo com a presidente da Ascarmarita, Lucimar Gomes, a chegada da fábrica representa um avanço significativo para os catadores da cidade. “É um grande ganho para nós, da Ascarmarita, porque somos a única associação em Itabira que recolhe esse tipo de material. Antes, era preciso levar para Belo Horizonte, com um preço bem mais baixo”, afirmou.
Com a instalação no município, o material passa a ser comercializado localmente, reduzindo custos logísticos e aumentando a renda dos associados. “Hoje, trazendo esse material para a BIO aqui em Itabira, conseguimos um valor aquisitivo maior, o que ajuda muito na questão do rateio e na renda dos associados”, destacou Lucimar.
Impacto social e ambiental
Além do impacto econômico, a presidente da associação chamou atenção para os ganhos ambientais. Segundo ela, a destinação correta do plástico ainda é um desafio. “As pessoas muitas vezes não têm noção de onde descartar esse material. Agora, nós podemos receber esse resíduo aqui mesmo, perto da nossa porta, o que é um ganho para a associação, para os catadores e para a cidade”, disse.
A expectativa é de aumento na demanda e no volume de trabalho da associação. Lucimar avalia que a nova fábrica tende a impulsionar ainda mais a atividade dos catadores. “Com certeza, o trabalho vai só aumentar. Antes, trabalhávamos em um local precário. Hoje, temos um galpão grande, que permite melhores condições de trabalho e a possibilidade de ampliar a renda da associação”, ressaltou.
A fábrica da Biosolvit integra uma cadeia que envolve cooperativas e associações de catadores de toda a região. Segundo a diretora de Sustentabilidade da Vale, Camilla Lott, 11 associações participam do fornecimento de PET para a unidade, beneficiando cerca de 560 famílias, com expectativa de aumento médio de 30% na renda dos catadores envolvidos.




