Novo aciona TSE contra Lula e aliados por suposta propaganda eleitoral antecipada

A ação foi distribuída ao ministro André Mendonça e em caráter preliminar, pede a retirada de vídeos do evento nas redes sociais

Novo aciona TSE contra Lula e aliados por suposta propaganda eleitoral antecipada
Lula admitiu ter pedido votos durante a convenção do PT na Bahia- Foto: Reprodução/Youtube/Via CNN

O partido Novo protocolou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) representação contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, além do próprio PT, por propaganda eleitoral antecipada durante a convenção estadual da legenda realizada no sábado, 1º, em Salvador, na Bahia.

A ação foi distribuída ao ministro André Mendonça e em caráter preliminar, pede a retirada de vídeos do evento nas redes sociais.

A informação consta em comunicado divulgado pelo partido, segundo o qual, Lula fez pedidos explícitos de voto no discurso realizado no evento que oficializou a candidatura de Jerônimo Rodrigues à reeleição ao governo baiano e a confirmação das candidaturas de Wagner e Rui Costa.

Durante o evento, Lula disse:

“Depois que vocês votarem em deputado estadual e deputada estadual, votar em deputado federal deputada federal, votar em senador da República e votar no Jerônimo, se sobrar um pouquinho de voto, vote em mim, que eu agradeço a todos vocês a lembrança”.

Por três vezes Lula reforçou o pedido durante o evento.

Em nota, o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, afirmou que Lula fez “repetidos pedidos explícitos de voto”, e defendeu que a legislação eleitoral seja aplicada a todos os candidatos.

Segundo o presidente do Novo, as expressões “vote em mim” e “me elejam pela quarta vez”, atribuídas a Lula configurariam propaganda eleitoral extemporânea porque foram pronunciadas antes do início oficial da campanha eleitoral, com início para 16 de agosto.

O Novo sustenta, ainda, que a transmissão ao vivo da convenção e a permanência dos vídeos em canais oficiais de Lula, do PT, de Jerônimo Rodrigues e da Salvador TV ampliaram o alcance das declarações, retirando do evento o caráter exclusivamente intrapartidário, fator que reforçaria a configuração de propaganda antecipada.

O partido pede a retirada dos vídeos e o reconhecimento pela Justiça Eleitoral da ocorrência  de propaganda eleitoral antecipada e a aplicação de multa aos representados.

A legislação permite atos de pré-campanha, mas veta pedidos explícitos de voto antes do início oficial da campanha em 16 de agosto.

Especialistas ressaltaram, porém, que a análise pode mudar quando o conteúdo é transmitido ao vivo ou divulgado posteriormente nas plataformas digitais ampliando seu alcance para além dos participantes da convenção.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa do Planalto mas até a atualização da matéria não teve retorno.

*Fonte: G1