Novo bispo decidirá mudanças na gestão de instituições ligadas à Diocese de Itabira, afirma Padre Pascifal
Ao ser questionado sobre a permanência e a presidência de instituições como a Irmandade Nossa Senhora das Dores e o Conselho de Administração do Hospital Nossa Senhora das Dores

O anúncio da nomeação de Dom Francisco Cota de Oliveira como 6º bispo diocesano de Itabira-Coronel Fabriciano foi detalhado em coletiva de imprensa realizada na Catedral Diocesana, em Itabira, nesta terça-feira (13). Durante a apresentação, o administrador diocesano, padre Pascifal José do Nascimento, abordou o processo de transição do governo pastoral e os desafios da futura gestão.
Ao ser questionado sobre a permanência e a presidência de instituições como a Irmandade Nossa Senhora das Dores e o Conselho de Administração do Hospital Nossa Senhora das Dores, atualmente conduzidos pelo padre Adriano Mendes, o administrador explicou que a decisão caberá exclusivamente ao novo bispo: “Cada bispo tem uma visão de gestão. Alguns preferem delegar pessoas para presidirem essas instituições que são próprias do ministério. Logo que ele chegar, vai decidir se assume a presidência ou se vai delegar o padre Adriano para continuar na função. Essa é uma resposta que somente ele poderá dar quando chegar.”
Sobre o anúncio do novo bispo, padre Pascifal relatou o sentimento da liderança local e o trabalho técnico exigido no período de transição: “Eu recebi com muita alegria e muita responsabilidade. Não é só saber que o bispo foi nomeado. Essa apresentação exige do administrador diocesano uma série de apresentações da realidade tal qual é a diocese, além de ajudar, junto ao colégio dos consultores, para que todos os padres estejam em plena comunhão com o nosso bispo.”
O sacerdote enfatizou a importância da unidade administrativa e pastoral na diocese: “Ele é o nosso bispo e não podemos trabalhar divididos. Precisamos trabalhar juntos. O Colégio dos Consultores tem a clareza de que precisamos colaborar com o pastoreio dele. Para nós, foi uma notícia de muita alegria, porque estávamos esperando.”
A respeito do tempo em que a diocese permaneceu sem titular, padre Pascifal contextualizou as conversas mantidas com a Nunciatura Apostólica durante a Assembleia dos Bispos, em abril: “Muita gente estava ansiosa para a chegada do novo bispo, mas precisávamos de um tempo comparado a uma gestação. O processo ocorreu dentro desse período. Faz cerca de sete meses que assumi a administração da diocese, e ainda teremos praticamente dois meses até a chegada do novo bispo. Foi um momento de alegria, esperança e fé.”