“Novo normal”: instituições de ensino superior da região aderem às aulas remotas

Escolas particulares e públicas procuram medidas para se adaptarem aos impactos da Covid-19

“Novo normal”: instituições de ensino superior da região aderem às aulas remotas
Foto: Siella Imagens
O conteúdo continua após o anúncio


Matéria publicada na edição 73 do Jornal DeFato Cidades Mineradoras

O cenário de pandemia do coronavírus fez com que as instituições de ensino superior desenhassem caminhos não esperados para que os alunos tivessem o menor impacto possível no processo de aprendizado. A atualização tecnológica foi necessária para que o ensino remoto pudesse ser possível no momento.

Em relação às faculdades que atendem Itabira e região, as particulares Una e Funcesi já estão com o sistema de aulas remotas implantado, enquanto a Unifei foi uma das únicas universidades federais do país que retomaram as atividades, mesmo que à distância, logo no início de abril. A Uemg, em João Monlevade, voltou com as aulas no dia 27 de julho. Também em terras monlevadenses, a Ufop tem o planejamento de retomar as aulas no dia 24 de agosto.

Segundo a diretora-geral da Funcesi, Flávia Pantuza, a faculdade já contava com estrutura tecnológica (portal, sistema informatizado, biblioteca virtual) e adotava algumas estratégias exclusivamente online. Com a pandemia, esse trabalho se estendeu.

Com a suspensão das aulas presenciais, imediatamente, houve substituição por atividades remotas com uso de várias atividades conduzidas pelos professores. São várias as metodologias adotadas, mas a presença do professor em tempo real, nos horários das aulas, é garantia de que em todas as disciplinas a aprendizagem será conduzida pelos próprios docentes”, pontuou Flávia.

A assessoria de comunicação da Una confirmou que todas as aulas presenciais digitais em Itabira iniciaram no dia 18 de março, sem a perda de dias letivos, e continuaram ocorrendo com o time de docentes da instituição. “As aulas remotas foram ministradas pelos mesmos professores, para as mesmas turmas de alunos e nos mesmos horários. Temos nos esforçado para, acima de tudo, promover a proximidade possível com a ‘vida normal’ durante este período em que precisamos ficar em casa, em segurança, pelo bem-estar e saúde de todos”.

De acordo com o vice-reitor da Unifei Itabira, Marcel Fernando da Costa, a instituição foi uma das únicas universidades federais no país que deram continuidade nas atividades de forma remota, sem grandes prejuízos à carga horária. O conselho superior da universidade aprovou, até então, o funcionamento das atividades à distância até o final deste ano. “Nosso conselho autorizou o ensino remoto até o final do ano. Durante todo o tempo estamos fazendo tutoriais para auxiliar os professores neste novo modelo. Tem sido um apoio constante neste momento, que não está fácil pra eles também”, explicou.

Estudante do curso de Engenharia Ambiental da Unifei, Victor Moreira comentou sobre as plataformas de adaptações ao estudo remoto. “Em relação à vida acadêmica na Unifei, posso dizer que não gerou tanto transtorno pra mim, porque tenho poucas matérias, e a implementação do RTE foi bem rápida por parte da Unifei”, relata. Segundo ele, o maior desafio é manter o foco. “Estar em casa muitas vezes gera uma sensação de ‘férias’, deixando as obrigações acadêmicas em segundo plano”, admite.