Nozinho e Tito Torres: campanhas milionárias e média de R$ 21 por voto
Nozinho e Tito Torres conseguiram vagas na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, mas precisaram investir alto para isso
Os deputados estaduais eleitos na região do Médio Piracicaba investiram pesado durante a campanha. É o que mostra a última prestação de contas das Eleições 2014, divulgada na semana passada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Tanto o ex-prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Raimundo Nonato Barcelos (Nozinho – PDT), quanto o monlevadense Tito Torres (PSDB) gastaram mais de 1 milhão para conquistar os votos que os levaram para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
Nozinho apresentou à Justiça Eleitoral receitas e despesas idênticas. O são-gonçalense afirmou ter arrecadado R$ 1.236.754,95 e gastado o mesmo valor. A fonte que mais lhe deu dinheiro foi o próprio bolso. Segundo a prestação de contas, R$ 242.636,15 vieram de cheques do deputado eleito. Todo o investimento valeu 55.589 votos, ou seja, R$ 22,25 por voto conquistado.
Tito Torres teve investimento semelhante ao de Nozinho. O monlevadense arrecadou R$ 1.180.339,12, mas gastou um pouquinho a mais: R$ 1.180.469,12. A fonte mais bondosa foi o pai do candidato, o ex-deputado Mauri Torres, hoje no Tribunal de Contas do Estado (TCE), que contribuiu com R$ 151.356,15. Tito terminou a eleição com apoio de 58.670 pessoas, o que significa investimento de R$ 20,12 por voto.
Votos caros e insuficientes
Os candidatos derrotados também investiram alto nas eleições. Especialmente o ex-prefeito de Santa Bárbara, Toninho Timbira (PSL), que investiu mais de R$ 1,5 milhão para tentar ser deputado federal, mas bateu na trave. Conquistou 38.473 votos e terminou como primeiro suplente. Na média, gastou R$ 39,23 por voto.
O ex-prefeito de Itabira, João Izael Querino Coelho (PSL), arrecadou R$ 914 mil e gastou R$ 913.405,86. O próprio candidato tirou R$ 446 mil do próprio bolso, além de 29 mil de sua padaria: 475 mil no total. Não foi suficiente para chegar ao objetivo que era ser deputado estadual. Foram 27.761 registros nas urnas, ou seja, R$ 33 por voto.
O empresário Adício Soares (PTN) investiu R$ 843.516,83 para tentar ser deputado federal. Desse montante, apenas R$ 3 mil não vieram do bolso do próprio candidato ou de sua empresa, a Construtora Vale Verde. No fim das contas, o empresário gastou R$ 22,18 para ter cada um dos 38.027 votos. Ele e João Izael terminaram como segundo suplentes em suas coligações.