Subiu para dez o número de mortos no naufrágio de uma embarcação de passageiros no Pará, na madrugada dessa terça-feira, 23 de agosto. Segundo a Secretaria de Estado de Segurança Pública e Defesa Social (Segup), 15 pessoas foram encontradas com vida.
O navio Comandante Ribeiro, com cerca de 70 pessoas a bordo, naufragou numa região conhecida como Ponte Grande do Xingu, localizada entre os municípios de Senador José Porfírio e Porto de Moz. A embarcação saiu de Santarém com destino final em Vitória do Xingu. A Polícia Civil investiga as causa do naufrágio.
O Sistema de Segurança Pública e o Centro de Comando de Operações estão no local com equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Polícia Militar e do Grupamento Fluvial de Segurança Pública (GFlu). Duas aeronaves do Grupamento Aéreo de Segurança Pública decolaram de Belém com destino a Porto de Moz levando reforço do efetivo da Defesa Civil, do Centro de Perícias Científicas, do Grupamento Fluvial e da Diretoria de Telecomunicações da Segup.
Será montada uma sala de situação na Câmara de Vereadores de Porto de Moz e uma estrutura para atendimento das vítimas, no Ginásio Chico Cruz, localizado no mesmo município. Duas lanchas do GFlu foram deslocadas ao local, uma de Almerim e outra de Vitória do Xingu.
Clandestino
O barco de passageiros que naufragou fazia transporte de passageiros de forma clandestina. Segundo a Agência Estadual de Regulação e Controle de Serviços Públicos (Arcon-PA), a embarcação Comandante Ribeiro não estava legalizada junto ao órgão.
A empresa dona do barco foi notificada pelos fiscais da Arcon-PA durante a operação realizada no dia 5 de junho deste ano, mas, segundo a agência, nenhum representante dela compareceu ao órgão para se regularizar. “A diretoria de Arcon-PA aproveita o momento para reforçar o alerta aos usuários do transporte hidroviário no estado do Pará que não utilizem dos serviços de transporte clandestino”, diz a agência, em nota.