Nunes Marques diz que soltura de Bolsonaro será discutida após 2º turno no plenário do STF
A defesa do ex-presidente apresentou uma solicitação de revisão criminal e de liberdade provisória
O gabinete do ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou em nota que o pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro para que ele seja solto não será analisado antes do 2º turno da eleição, marcado para o dia 25 de outubro, por considerar que isso “pode interferir no processo eleitoral”, e que deve levar a plenário a decisão.
A defesa do ex-presidente apresentou uma solicitação de revisão criminal e de liberdade provisória.
Apesar da pretensão de levar o caso à análise da Corte após o segundo turno, não significa que será imediatamente após o resultado.
“É preciso aguardar o processo estar concluso. O caso ainda está pendente de parecer da Procuradora-Geral da República (PGR), mas, quando estiver pronto para julgamento, o ministro pretende levar a plenário, que é o órgão competente”.
A data do julgamento, se levado a plenário presencial, depende do presidente do STF.
A defesa de Bolsonaro questiona pontos da condenação, proferida pela primeira turma do STF por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, e pede revisão do caso pelo plenário do Supremo, com a participação de todos os ministros.
Este é o segundo pedido de revisão criminal pela defesa de Bolsonaro. O primeiro pedido tramitava no gabinete de Nunes Marques desde maio.