O desafio do ineditismo

Engenheiro Igor Ribeiro fala sobre os desafios da construção do condomínio Village da Lagoa

O desafio do ineditismo

Tirar do papel um condomínio com mais de 300 mil metros quadrados, com 158 lotes não é fácil. Exige técnica, conhecimento apurado e um trabalho integrado e eficiente. Ainda mais quando é um projeto voltado para um público exigente, acostumado ao alto padrão. É assim no Village da Lagoa, empreendimento do Grupo Belmont. À frente da execução está o engenheiro civil Igor Ribeiro, 26 anos, que fala a seguir sobre os desafios na construção do condomínio.

É uma obra grandiosa. Qual o principal desafio na execução?

É uma construção realmente muito desafiadora, porque envolve muitas áreas, principalmente da engenharia, é um trabalho multidisciplinar. A grande dificuldade é que a obra não é confinada, como um prédio, que você tem por perto todas as atividades acontecendo. Como a área é muito grande e as atividades são dispersas uma das outras, o desafio é conseguir organizá-las de maneira uniforme. Você pode ter uma atividade na portaria e outra completamente diferente lá do outro lado. Ter esse controle é muito difícil. São várias frentes de obras acontecendo ao mesmo tempo e em lugares distintos. E como é um projeto de alto padrão, a qualidade é primordial. Então, você tem que executar várias atividades ao mesmo tempo e num padrão muito elevado.

Tem a questão do ineditismo. Onde buscaram inspiração para o Village da Lagoa?

Desde o princípio a gente definiu que queria entregar um produto que Itabira não tinha. A gente tem como referência hoje no Brasil os padrões do condomínio Alphaville. São projetos de referência nacional e serviu de benchmarking para a gente. O Grupo Belmont se espelha muito nesses cases de sucesso.

Quanto ao padrão de qualidade, o quanto isso impacta na execução?

Entregar esse produto não é fácil. Tudo que exige extrema qualidade resulta em um processo mais lento. Definimos, então, cadenciar a obra, de modo que a gente conseguisse entregar dentro do prazo e com qualidade. Porque é um público muito exigente, e a gente sabe disso. Exige uma performance grande de quem está executando. A cobrança pela qualidade é exaustiva. O olho é clínico, tem que estar tudo muito certinho. E está ficando muito bonito. Utilizamos só material de primeira, desde as tubulações até os equipamentos que serão instalados, na academia, no mobiliário. Tudo pensado para atender esse público de grande exigência.

Há uma área que considerou mais desafiadora?

Construir a área de lazer foi um grande desafio. A gente vai ter uma piscina de borda infinita, um produto difícil de ser executado porque tem muitas peculiaridades. Exige uma qualidade de execução para dar o efeito da borda infinita. É uma coisa difícil de fazer. Temos também uma quadra de tênis de saibro, que é uma coisa nova na cidade, não existem muitos lugares com uma quadra desse tipo. Sem falar na lagoa, que a gente teve que começar do zero. Construir uma lagoa, com as dimensões e especificidades que a gente propôs, não é nada fácil.