O futebol pune, mas também premia; o título mundial está em ótimas mãos

Espanha amassa a Argentina e levanta a sua segunda taça da Copa do Mundo

O futebol pune, mas também premia; o título mundial está em ótimas mãos
Foto: Seleção Espanhola de Futebol/Twitter

65% a 35% de posse de bola. 12 a 0 em chutes ao gol. 763 passes certos, mais que o dobro do seu rival. As estatísticas parecem ser de um duelo de um gigante contra uma equipe do interior em um campeonato estadual, mas são de uma final de Copa do Mundo.

Do primeiro ao último apito do fraco Slavko Vinčić, a Espanha foi totalmente dominante na decisão deste domingo (19) contra a Argentina. Enquanto os espanhóis tratavam a bola com o carinho que ela merece, os argentinos apenas resistiam. E batiam. E se descontrolavam. Tudo menos o mais importante: jogar futebol.

Ainda assim, o mais imprevisível dos esportes ofereceu, até o minuto 106, chances para La Scaloneta se superar novamente. Mas se sobrou tempo, faltou desempenho. Nenhuma história de superação resiste ao fato de um time não chutar a gol.

Enquanto isso, La Furia empilhava chances. Oyarzabal, Merino, Rodri, Yamal… todos tiveram ao menos uma grande oportunidade de abrir o placar. Mas coube a um herói improvável (um dos tantos deste esporte) o gol do título. Longe de ser unanimidade, Ferrán Torres saiu do banco para fazer o único tento da partida.

Na Copa dos talentos individuais, venceu o time mais organizado da competição. Em todos os seus confrontos, a Espanha nunca abandonou sua identidade. Se pode soar chato para algumas pessoas, o conceito baseado, dentre outros aspectos, na alta posse de bola e na eficiente ocupação de espaços se consolidou em todas as etapas de formação do país e o alçou à potência mundial a partir de 2010.

Até por isso, é simbólico o treinador do segundo título mundial ser alguém com forte participação neste processo. Luis de la Fuente levou seu histórico de conquistas das categorias sub-19 e sub-21 ao nível profissional e ainda ajudou a revelar nomes como Dani Olmo, Pedri, Eric Garcia e Fabián Ruiz.

Uma junção de fatores que, se nem sempre te garante a vitória, geralmente lhe deixa mais próximo dela. No domingo, no Metlife Stadium, a bola decidiu não punir, mas sim premiar aqueles que mais a respeitaram.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.

MAIS NOTÍCIAS