O mundo encontra-se à beira de um colapso ambiental, econômico, social e ético
Os mandachuvas da geopolítica instalaram armadilhas ao longo da superfície do maravilhoso “asteroide” azul


Acrescente o termo “espiritual”. E ponto. Não falta mais nada. Estamos na iminência do caos absoluto. Há algo de muito estranho no ar, além dos costumeiros urubus de carreira, claro. É fácil notar a estranheza. Basta ter olhos escancarados e ouvidos atentos. Visão e audição bem aferidas são suficientes para se captar a misteriosa sensação. Uma nova história começa a se insinuar tenuamente no túnel da existência. Fiquem atentos. Perigosos fios desencapados estão espalhados em diversos pontos do planeta. Observe bem. Os mandachuvas da geopolítica instalaram armadilhas ao longo da superfície do maravilhoso “asteroide” azul (sic).
A grave crise climática é uma das arapucas. Existe nítido perigo à flor da pele: um meio ambiente capaz de tostar a epiderme e testar o nosso instinto de sobrevivência. O mais intenso dos calores devasta a Europa, América do Norte, Ásia e confins da África. Trata-se do mais expressivo esquentamento de todos os tempos, até então. A destemperada temperatura já provocou a morte de dezena de milhares pessoas. Óbito de animais não entra nesta contabilidade. Os números assustam. E pior. O festival “esquenta tudo” alcançará a América Latina a partir do final do ano. E, na sequência, os indicadores de temperatura baterão sucessivos recordes. Não se esqueça. O céu ainda é o limite de todas as coisas. Neste caso, mergulharemos num terrível forno cósmico e atuaremos como atores de escatológico filme de ficção científica. E o script não será nem um pouco engraçado. Apenas ligeiramente esdrúxulo.
Paralelo à catástrofe ambiental, conflitos pipocam em todos os continentes. Até a China tem tara bélica para chamar de sua. Taiwan (ex- Formosa) convive com expectativa horrorosa. A Rússia, por sua vez, encontrou a mãe de todas as encrencas. Inventou uma guerra e deu com os burros n´água. O breve “piquenique” na Ucrânia se transformou num interminável convescote regado a sangue. A pancadaria começou há quatro anos. Um vexame sem fim. Os generais russos se comportam como moradores de estrebarias. Vladimir Putin entrou num beco sem saída. Veja bem. Parafernália de guerra não tem serventia onde prevalece escassez de inteligência. Combate sem estratégia é flerte com fracasso de longa duração. “Remember” o fiasco dos “guerreiros” norte-americanos no Vietnã.
Os ianques não tomam vergonha na cara. Agora, o patético imperador Donald Trump botou os Estados Unidos na mais tremenda embrulhada. O asno alaranjado escoiceou o Irã sem razão de ser. Não havia- além da lábia do judeu Benjamin Netanyahu- motivo algum para tão gratuita agressão. A justificativa do bufão de cabelos ruços era que “Teerã representaria perigo iminente para os EUA”. Como assim? Os iranianos atacariam Washington? Chance sub-zero desta hipótese se concretizar. Esta fantasia, no entanto, boiava na latrina mental do confuso Trump.
E, agora, como o futuro “pato manco” se safará da bronca do Oriente Médio? Os persas são pirralhos birrentos. Querem, mas, de repente, não querem mais. O passatempo deles é fechar o estreito de Ormuz e rasgar fajutos tratados de paz. Adoram cutucar o xerife da Casa Branca com vara curta. O divertimento preferencial dos aiatolás é ver “Orange” enfurecido.
E assim caminha a humanidade, já dizia não sei quem. A baderna, contudo, não termina neste ponto. Falta mencionar o bordel de nome economia. A orgia financeira arrasta a sociedade global para o centro do furacão. A instabilidade no preço do petróleo é a sinalização da real dimensão da pirambeira. Enquanto isto, aumenta o índice de violência em todo o mundo. O fenômeno não é privilégio de republiquetas de bananas. A brutal realidade encontra-se onipresente nos quatro cantos da Terra. A terrível degradação espiritual é principal consequência da atual tragédia humana. Precisa algo mais? Chega!
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