O outro lado do ministro Luiz Fux: lutador de jiu-jítsu, guitarrista e implante capilar
Atua como magistrado desde 1983, ao ser aprovado em primeiro lugar no concurso público para juiz de Direito do Rio de Janeiro
Indicado ao STF (Supremo Tribunal Federal) pela então presidente Dilma Rousseff, em 2011, o ministro Luiz Fux é também conhecido por curiosidades sobre sua vida pessoal.
Nascido no Rio de Janeiro em 1953, Luiz Fux se formou em Direito pela UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) em 1976. Passou em primeiro lugar no concurso para promotor de Justiça, em 1979.
Em 1995 passou em primeiro lugar em concurso para professor titular de Processo Civil na UERJ e, novamente, foi o primeiro colocado em 1998 para o cargo de professor livre-docente, e atua como magistrado desde 1983, ao ser aprovado em primeiro lugar no concurso público para juiz de Direito de sua cidade natal.
Fux é autor de mais de 20 livros e conquistou o prêmio Jabuti na categoria Direito, em 2007.
Em 2012, entrevistado pela colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bergamo, Fux comentou sobre um assunto sempre questionado por internautas: o seu cabelo é natural, implante ou peruca?
O ministro admitiu ter feito implante capilar.
Em 2011, Fux adentrou o mundo artístico, quando compôs uma canção chamada “Ela”, falando das virtudes da mulher, colocada em um CD do cantor Michael Sullivan, conhecido pela parceria com a Xuxa, com quem trabalhava como compositor e produtor.
Na entrevista à colunista, Fux disse que o cantor Raimundo Fagner queria fazer uma versão da sua música e que ele tinha a pretensão de levá-la a Roberto Carlos, para avaliação.
Em 2012, durante a cerimônia de posse de Joaquim Barbosa como presidente do STF, o ministro viralizou ao subir ao palco e, em uma apresentação de cerca de cinco minutos, executou e cantou a música “Um Dia de Domingo”, conhecida na interpretação de Tim Maia e Gal Gosta.
A inusitada performance resultou na bronca de sua mãe, Lucy Fux. “Naquele dia eu estava muito feliz. E me dei o direito de homenagear o Joaquim com uma música. Se meu pai fosse vivo, me reprimiria sobremodo, não tenha dúvida. Assim como minha mãe o fez. Eu não imaginava que fosse ter essa repercussão. Certamente não se repetirá”.
Um jornal do Conselho da Justiça Federal, em um artigo, menciona que na juventude, Fux surfava com amigos na zona sul do Rio de Janeiro e, na mesma época, participava de uma bande de rock com os colegas.
Ainda na entrevista à Mônica Bergamo, Fux revelou ter pensado passar por um procedimento estético para retirar bolsas embaixo dos olhos.
“Plástica em rosto de homem fica horrível”.
Como hábito de saúde, o ministro disse que fazia ginástica e tinha como prática correr cerca de quatro quilômetros por dia.
Para beber, a escolha era suco verde, “todo dia, que te deixa rejuvenescido” e guaraná em pó “numa fórmula que eu inventei, com Targifor C”. Refrigerante só na versão diet. “Tomo ácido linoleico (tipo de gordura da família ômega-6), também porque você corre, perde mais fluido, transpira”.
“Tenho que me cuidar. Quando a roupa aperta, neurotizo”.
Fux é praticante de arte marcial há mais de 40 anos e em 2019 recebeu a faixa vermelha e branca, graduação que se atinge após sete anos de faixa coral, o penúltimo passo para se tornar grão-mestre de jiu-jitsu.
Durante evento em dezembro de 2024, quando participou da inauguração do projeto social Maré Tom Team, realizado pelo Vigésimo Segundo Batalhão de Polícia Militar do Rio de Janeiro, às margens do Complexo de Favelas da Maré, o magistrado ministrou um seminário de defesa pessoal e jiu-jitsu a policiais do Bope (Batalhão de Operações Policiais Especiais) e jovens que participaram do evento.
Fux disse na ocasião que “o Jiu-Jitsu é um instrumento de educação singular”.
*Fonte: UOL, com informações do Estadão