O presidente “imposto” pelo sistema, suas gafes e provas que alimentam a oposição
O “painho” nunca foi santo
As falas de improviso do “presidente” Lula (me recuso a reconhecê-lo como tal), mesmo antes de sua posse tem lhe causado críticas da oposição e deixa aflitos seus aliados e simpatizantes com os diversos deslizes verbais por ele praticados, alguns de viés machista ou racista, que refletem seu despreparo em se adaptar a um mundo mais exigente sobre esses temas.
Em um dos episódios, Lula disse, diante de parlamentares, ter escolhido “uma mulher bonita”, referindo-se a Gleise Hoffmann, para comandar a Secretaria de Relações Institucionais (SRI), o que gerou repercussão negativa nas redes sociais, superado pela comparação feita por ele sobre os ataques israelenses à Faixa de Gaza com o Holocausto, em fevereiro do ano passado.
Outro comentário de Lula que causou repercussão negativa nas redes foi quando disse que “os homens são mais apaixonados pela amante”, em janeiro de 2025. Referindo-se à escravidão, em março de 2025, Lula disse que “era uma coisa boa”, por gerar miscigenação” e, um mês antes, havia declarado em evento, ao lado de uma negra no palco, que “afrodescendente gosta de um batuque de tambor”.
Outra declaração constrangedora foi dita em fevereiro , sobre o “padrão de vida que não tem na Europa”, exibido pela população brasileira, sugerindo que o brasileiro deixasse de comprar produtos caros para conter a inflação. Em determinada ocasião, na eleição municipal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, ao ajeitar a gravata do então prefeito, Fernando Marroni (PT), Lula disse que a cidade era “um polo exportador de viados”.
Dez anos depois, já em seu segundo mandato, em um discurso, Lula disse que “uma mulher não pode ser submissa ao homem por causa de comida, mas sim porque gosta dele”, e, seis anos depois, outra gafe de cunho sexista, quando questionou onde estariam as “mulheres de grelo duro do PT”.
Alguns exemplos do destempero verborrágico de Lula:
- “Não adianta o Trump ficar gritando de lá, porque eu aprendi a não ter medo de cara feia”, em 11 de março de 2025.
- “Se tal produto está caro, você não compra”, em 6 de fevereiro de 2025.
- “Eu sou um amante da democracia (…) porque, na maioria das vezes, os homens são mais apaixonados pela amante do que pelas mulheres”, em 8 de janeiro.
- “Depois de jogo de futebol, aumenta a violência contra a mulher. Inacreditável. Se o cara é corinthiano, tudo bem’, em 16 de julho de 2024.
- “Toda desgraça que isso (a escravidão) causou ao país, causou uma coisa boa, que foi a mistura, a miscigenação”, em 14 de março de 2024.
- “O que está acontecendo na Faixa de Gaza (…) só existiu quando o Hitler resolveu matar os judeus”, em fevereiro de 2024.
- “A classe média ostenta um padrão de vida que não tem na Europa”, em abril de 2022.
- “Pelotas é cidade polo, exportadora de viado”, em 2000.
- “A Venezuela vive um excesso de democracia”, setembro de 2005.
- “O buraco é tão fundo, que qualquer dia a Petrobras vai trazer um japonesinho na broca”, setembro de 2008.
- “O povo tem que voltar a comer churrasquinho, comer picanha e tomar uma cervejinha”, promessa até hoje não cumprida, fevereiro de 2025.
- “Traficantes são vítimas de usuários”, Indonésia, outubro de 2025.
O silêncio do governo Lula sobre as mortes de 4 policiais na megaoperação realizada no Rio de Janeiro na terça-feira (28), e a ida de parlamentares petistas, dentre essas, a deputada Benedita da Silva, as ministras Macaé Evaristo e Anielle Franco ao Complexo da Penha, em solidariedade aos bandidos mortos pelas polícias, mostram que o posicionamento do governo Lula não está exatamente em consonância com os moradores da própria favela que, em sua maioria, segundo pesquisa da AtlasIntel, divulgada na sexta-feira (31) indica que oito em cada dez moradores locais se posicionaram favoráveis à operação de confronto contra o Comando Vermelho (CV).
Os dados indicam que 87,6% dos moradores de favelas cariocas aprovam a ação e no restante da população, a provação é de 55%. Em âmbito nacional, a aprovação entre moradores das favelas supera os 80%, o que evidencia um consenso nas comunidades e um desacordo com a mentalidade governamental.
Para piorar, a terceira gestão de Lula aponta um rombo histórico nas estatais controladas pela União, com um rombo recorde de R$18 bilhões. Segundo o economista-chefe da Way Investimentos, Alexandre Espírito Santo, “há fatores macroeconômicos relevantes, mas as decisões administrativas também têm um grande peso”.
De acordo com dados do MGI (Ministério da Gestão e Inovação), compilados pelo CNN Money, as cinco estatais campeãs de prejuízo neste terceiro mandato de Lula foram, além dos Correios, a CBTU (Companhia Brasileira de Trens Urbanos), a Embrapa, a Infraero e a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares. O Banco do Brasil também, tem tido resultados negativos, entre os motivos, os juros altos, com a Selic em 15% ao ano, mais a inadimplência no setor agrícola.
Os gastos do desgoverno Lula não computados para as chamadas metas fiscais devem ser de mais de R$ 400 bilhões, segundo dados da IFI (Instituição Fiscal Independente) do Senado, considerando as despesas contratadas ou “em contratação” para o período entre 2023 a 2026.
Levantamento da Paraná Pesquisas mostra que a Segurança Pública no governo Lula piorou 45,8%, em pesquisa realizada entre os dias 21 e 24 de outubro. Em decorrência da escalada na desaprovação, o “governo” gastou meio milhão de reais em anúncios pagos nas redes sociais sobre segurança pública desde a última terça-feira (28), pagos à Meta, empresa dona do Facebook, para mais de dez impulsionamentos de publicações online.
Condenado em dois processos da Operação Lava Jato, quando ficou preso por 580 dias por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, envolvendo o caso do tríplex do Guarujá, o sítio de Atibaia, Lula não foi descondenado, mas foi liberado pelo STF (Supremo Tribunal Federal), o sistema que parecia querê-lo competindo com Jair Bolsonaro (PL), em 2022. Uma trama política ou judiciária? Talvez ambas.
Resumo das provas contra Lula:
- *documentos apreendidos em sua casa sobre o tríplex;
- *documentos apreendidos na sede da cooperativa Bancoop;
- *documentos apreendidos na OAS;
- *notas fiscais da OAS e outras empresas contendo itens da reforma do imóvel;
- *mensagens de celular de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, se referindo ao projeto do “chefe” e para marcar com a “madame”;
- *testemunhos de Paulo Gordilho declarando que Lula tinha conhecimento de que o tríplex estava reservado para Lula desde 2011;
- *mensagens do celular de Marcos Ramalho, executivo da OAS, citando visita ao tríplex de Fábio Luís, filho de Lula, em 2014;
- *testemunhos de funcionários da OAS que disseram que a empreiteira não costumava personalizar imóveis à venda;
- *testemunho de gerente da OAS que disse ter acompanhado visita de Lula e Mariza ao tríplex no início de 2014;
- *testemunho de engenheira da OAS, que disse que acompanhou visita de Mariza e Fábio ao apartamento em agosto de 2014;
- *testemunho de funcionário da empresa Kitchens, que confirmou a contratação para duas cozinhas, no tríplex e de um sítio em Atibaia;
- *testemunho de sócio da Tallento, que disse que acompanhou a visita de Lula e Mariza e de nenhum terceiro;
- *depoimento de Leo Pinheiro, ex-presidente da OAS, confirmando o esquema criminoso da Petrobras e que se reuniu com Lula para tratar do tríplex em 2014;
- *depoimento de Agenor Franklin Magalhães Medeiros, diretor da área de Óleo e Gás da Construtora OAS, confirmando o pagamento de propinas na Petrobras e que ouviu que o tríplex e o sítio em Atibaia seriam debitados do crédito do PT com vantagens indevidas;
- *notas do Instituto Lula, de 2014, com incongruências;
- * contradições de Lula em Interrogatório.
Resumindo: O Painho nunca foi Santo
O Nordeste concentra o maior número de eleitores desse desgoverno pelo fornecimento das Cestas Básicas, nitidamente com intuito eleitoral.
Os contemplados se recusam trabalhar com carteira assinada, para não perderem o benefício.
Se esquecem, no entanto, que o “painho” cortou a água que abastecia o agreste, prejudicando o saciamento da sede dos moradores e pequenos agricultores da região.
Sobre o colunista
Alírio de Oliveira é jornalista e escreve sobre política em DeFato Online.
O conteúdo expresso é de total responsabilidade do colunista e não representa a opinião do portal DeFato Online.




