O “próximo Rodrygo” em 2026: quais perfis de jovens brasileiros podem assumir um papel parecido no futebol mundial
Quem pode ocupar no futuro o espaço que Rodrygo conquistou no futebol mundial. Veja perfis de jovens brasileiros em 2026 como Estêvão, Endrick, Rayan e Matheus Martins, com contexto e cenário para Seleção e Europa.
Quando alguém fala em “próximo Rodrygo”, quase nunca está falando de copiar um jogador ao pé da letra. A ideia é identificar talentos que possam chegar ao mesmo tipo de relevância que Rodrygo tem hoje: impacto em clube gigante europeu, capacidade de decidir jogos grandes, versatilidade para atuar em mais de uma função no ataque e maturidade para competir sob pressão.
Rodrygo, aos 25 anos, segue no Real Madrid e consolidou uma carreira marcada por gols e atuações em momentos grandes, além de ser um atacante que se adapta a diferentes desenhos táticos.
A pergunta que interessa ao torcedor brasileiro em 2026 é outra: que “cestas” de jogadores o Brasil está formando para ocupar esse espaço de protagonismo global nos próximos ciclos? A seguir, a resposta vem em forma de perfis, com nomes que já estão no radar da Europa e da Seleção: um cenário que também movimenta debates em diferentes setores do esporte, inclusive em plataformas licenciadas no Brasil, onde o interesse por jovens talentos cresce a cada temporada.
O que define o “papel Rodrygo” hoje
Antes de apontar sucessores, vale entender o que esse papel representa.
Rodrygo é, em essência, um atacante de alto nível que entrega três coisas ao mesmo tempo: aceleração e drible em curto espaço, inteligência de movimento entrelinhas e entrega sem bola para pressionar, recompor e dar equilíbrio. Isso faz dele mais do que um “ponta de highlights”. Ele é um jogador de confiança em jogos grandes, que pode atuar aberto pela direita, flutuar por dentro e até cumprir funções mais centrais quando o time exige.
É justamente esse pacote que faz com que “o próximo Rodrygo” não seja necessariamente o mais goleador da base, mas o mais completo para o futebol europeu.
Cesta 1: o ponta criativo pronto para o jogo grande europeu
Aqui entram jogadores com a característica mais associada ao Rodrygo “clássico”: ponta que parte da direita, dribla com naturalidade, decide no último terço e consegue lidar com a intensidade de elite.
O nome mais óbvio dessa cesta é Estêvão Willian. O Chelsea oficializa que ele chegou do Palmeiras no verão europeu de 2025 e registra estreia em agosto de 2025, sinal de que já está inserido no ambiente de Premier League, com cobrança e ritmo alto.
O Estêvão tem algo que pesa muito para virar protagonista: ele já não é só “promessa”, é projeto de time grande, com adaptação sendo acompanhada de perto e espaço real para crescer em um clube do topo. Quando um jovem brasileiro entra cedo nesse ecossistema, a evolução tende a acelerar porque ele treina e joga em um nível que exige decisões rápidas o tempo todo.
O ponto de atenção é o de sempre: físico, regularidade e escolhas em jogos mais travados. Mas, por perfil, ele é o mais alinhado ao “ponta decisivo” que o torcedor associa ao Rodrygo.
Cesta 2: o atacante de elite que pode virar segunda ponta ou “arma de impacto”
Nem todo sucessor do protagonismo de Rodrygo precisa ser um ponta aberto. Existe uma segunda cesta: atacantes que podem ocupar a faixa entre ponta e centroavante, alternando funções, às vezes começando no banco e mudando o jogo, às vezes ganhando status de titular quando maturam.
Aqui aparece Endrick. O Real Madrid anunciou contrato e vínculo de longo prazo quando ele se apresentou oficialmente em 2024. Mais recentemente, a Reuters noticiou que Endrick fez empréstimo ao Lyon até o fim da temporada, em busca de minutos e continuidade.
Esse detalhe muda o enquadramento: em 2026, Endrick está num momento de “rotas alternativas” para chegar ao topo. E isso é comum com jovens em superclubes. Se ele transforma essa fase em sequência de jogos e evolução de tomada de decisão, pode voltar ao protagonismo europeu com força.
O paralelo com Rodrygo está menos na posição e mais no potencial de ser jogador de jogo grande. Rodrygo ganhou espaço no Real por ser útil em diferentes contextos. Endrick, para atingir esse patamar, precisa mostrar que também consegue contribuir sem depender de um cenário perfeito: pressionar, atacar profundidade, jogar de costas quando necessário e ser eficiente em poucos toques.
Cesta 3: o brasileiro que sai do país “pronto”, mas ainda precisa de vitrine internacional
Existe uma cesta que, historicamente, gera muitos jogadores de Seleção: pontas e atacantes que amadurecem no Brasil, enfrentam calendário pesado, aprendem a jogar sob pressão de torcida e chegam mais “prontos” quando fazem a ponte para a Europa.
Nessa categoria, faz sentido observar Matheus Martins, que hoje está no Botafogo. Bases de dados de mercado e desempenho o colocam como ponta, com trajetória entre Brasil e Europa antes de retornar e se firmar.
O caminho dele é diferente do de Rodrygo, que foi para o Real ainda muito jovem, mas o “papel” pode ficar parecido se ele se transforma em um ponta decisivo, com constância, e volta ao radar europeu em um salto bem planejado. Em termos práticos, é o tipo de jogador que pode chegar ao alto nível com 22 a 24 anos e ainda assim construir carreira grande, desde que acerte o clube, a liga e o timing.
Cesta 4: o finalizador híbrido que vira ativo global cedo
A quarta cesta é a dos atacantes que deixam o Brasil muito cedo por já entregarem números e impacto, muitas vezes com físico acima da média, e que podem atuar como ponta, segundo atacante ou até referência.
Um exemplo atual é Rayan, vendido do Vasco para o Bournemouth. A Reuters detalhou o acordo e trouxe números recentes de produção, além do fato de ele já ter sido monitorado e valorizado como um ativo importante.
O interessante aqui é que esse perfil costuma “explodir” rápido quando acerta a adaptação, porque Premier League exige agressividade, transição e intensidade. Se o jogador consegue acompanhar isso e manter a frieza na finalização, a evolução pode ser acelerada. No caso do Rayan, o salto para a Inglaterra já coloca o atleta no palco perfeito para virar um nome global antes mesmo de completar 21 anos.
Não é um nome, são rotas diferentes para o mesmo topo
Em 2026, procurar “o próximo Rodrygo” como se fosse um único jogador é um erro. O Brasil tem, ao mesmo tempo, um ponta já inserido em clube grande europeu e com perfil muito parecido de posição e estilo, como Estêvão. Tem um talento de elite em rota de consolidação via empréstimo, como Endrick. Tem um ponta que pode ganhar tração pelo desempenho doméstico e voltar a subir no mercado, como Matheus Martins. E tem um jovem que já deu o salto para a Premier League com números e expectativa alta, como Rayan.
O ponto em comum entre todos eles, e o que define o “papel Rodrygo”, é simples: quem transformar talento em consistência sob pressão vai ocupar espaço no topo do futebol mundial. O Brasil segue produzindo nomes. O desafio, como sempre, é o passo final: repetir performances grandes até que o mundo pare de chamá-los de promessa.




