O que vocês contarão aos seus netos?
Bem, eu terei o privilégio de relatar, detalhe por detalhe, como era fantástico assistir a todos esses gênios. Quem dera se todos pudessem fazer o mesmo…
Se fora de campo a Copa do Mundo de 2026 deixa a desejar, principalmente no que diz respeito à postura do governo norte-americano, dentro dele estamos acompanhando uma competição de alto nível. Sobretudo pelo protagonismo de craques das novas e velhas gerações.
Na segunda-feira (22), Lionel Messi balançou a rede duas vezes na vitória da Argentina por 2 a 0 contra a Áustria. Aliás, TODOS os tentos da atual campeã mundial nesta edição foram marcados pelo astro, agora o maior artilheiro da história em Copas do Mundo.
No mesmo dia, dois jogadores geracionais também arrebentaram. Com dois gols cada, Mbappé e Haaland foram decisivos nas vitórias de França e Noruega contra Iraque e Senegal, respectivamente. Por fim, um dia depois (23), Cristiano Ronaldo mostrou a obstinação de sempre para também brilhar na goleada de Portugal contra o Uzbequistão. O gajo marcou dois dos cinco gols do expressivo triunfo.
Juntam-se a eles outros craques que fazem um ótimo Mundial, como Olise, Vini Jr e Harry Kane.
Paralelo a isso, milhares de torcedores se digladiam nas redes sociais para defender seus ídolos. Os argumentos são variados e, em alguns casos, absurdos: nível dos adversários, estatísticas de outras competições e até mesmo a beleza dos gols (como se isso fizesse alguma diferença).
Pobres deles. Sufocados por suas próprias convicções, não conseguem sequer apreciar a genialidade destes atletas, tão diferentes entre si. Pois a técnica surreal de Messi não torna menos digna de aplausos a fome de gols de Cristiano Ronaldo. Da mesma forma, o apurado jogo com os pés de Kylian Mbappé não nos impede de reconhecer a eficiência sobrenatural de Erling Haaland para marcar gols.
Juntos, estes fenômenos provam, a cada jogo, que o futebol nunca sairá de moda. Faz parte da sua essência resistir ao fanatismo e à nostalgia exacerbada para seguir se reinventando, com a certeza de que sempre aparecerão novos protagonistas.
E quando isso acontecer, o que você dirá aos seus netos? Bem, eu terei o privilégio de relatar, detalhe por detalhe, como era fantástico assistir a todos esses gênios. Quem dera se todos pudessem fazer o mesmo…
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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