OAB-MG propõe código de conduta para ministros do STF

Entidade mineira quer incluir regras de comportamento no regimento interno do Supremo e ampliar debate sobre ética na Corte

OAB-MG propõe código de conduta para ministros do STF
Foto: STF/Divulgação

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG) propôs a criação de regras de conduta para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A entidade apresentou o documento nesta semana em Brasília.

O presidente da seccional mineira, Gustavo Chalfun, entregou a proposta ao presidente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, José Alberto Ribeiro Simonetti Cabral.

A proposta sugere incluir normas éticas no regimento interno do Supremo. O objetivo é orientar a conduta dos ministros em situações institucionais.

Proposta quer fortalecer confiança no Judiciário

A OAB-MG afirma que a iniciativa busca ampliar a transparência. Além disso, a entidade quer fortalecer a confiança pública no Judiciário.

A Comissão de Juristas Notáveis da seccional elaborou o documento. O grupo analisou experiências internacionais antes de apresentar a proposta.

Segundo a OAB-MG, tribunais de outros países já adotam códigos de conduta. Entre os exemplos estão a Supreme Court of the United States e o Tribunal Constitucional Federal da Alemanha.

Essas cortes possuem diretrizes públicas que orientam o comportamento de magistrados. Assim, a OAB-MG defende que o Brasil também avance nesse debate.

Regras não interferem na independência dos ministros

A entidade ressalta que a proposta não limita a independência judicial. Pelo contrário, o objetivo é estabelecer parâmetros éticos ligados ao exercício da função.

Além disso, estudos acadêmicos indicam que decisões humanas podem sofrer influência de fatores inconscientes. Entre eles estão percepções pessoais e contexto social.

Por isso, regras claras de conduta podem reduzir dúvidas sobre a atuação dos magistrados.

Debate deve avançar dentro da OAB

Agora, o Conselho Federal da OAB vai analisar o documento. Em seguida, a entidade poderá ampliar a discussão em âmbito nacional.

Se o debate avançar, a proposta poderá chegar oficialmente ao STF. Nesse caso, os próprios ministros analisariam eventuais mudanças no regimento da Corte.

O tema já desperta discussão no meio jurídico. Especialistas defendem mais transparência nas instituições. Outros alertam para a necessidade de preservar a autonomia do Supremo.