Obras da Apac de Itabira deverão ser retomadas neste mês de junho
Sede da Apac é construída na região do Posto Agropecuário

No próximo dia 15 de junho deverão ser retomadas as obras do Centro de Reintegração Social (CRS) da Associação de Proteção e Assistência ao Condenado (Apac) de Itabira. A construção do centro, na comunidade de Córrego do Meio, está paralisada há meses em função de atrasos das verbas do estado.
A diretoria da Apac de Itabira participou, em 3 de maio, de audiência pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Na ocasião, representantes de 35 Apacs cobraram ao governo mineiro a regularização dos recursos pendentes à sobrevivência da iniciativa. A Apac de Itabira depende de alinhar o convênio para custeio e manutenção do CRS.
As obras da unidade itabirana estão em seu estágio final. A inauguração era prevista para o primeiro trimestre deste ano, mas a diretoria suspendeu as obras até acertar o repasse de manutenção com o estado. Segundo o presidente da Apac, Danilo Alvarenga, faltam intervenções como o acabamento interno de toda a estrutura. A previsão é que, caso não existam interrupções, a unidade ficará pronta em 90 dias.

Diretoria da Apac espera encerrar obras em até 90 dias Foto: Wesley Rodrigues/DeFato
Estágio
Enquanto as obras não são concluídas, cinco detentos do presídio de Itabira foram selecionados para realizarem estágio em outras Apacs do estado e auxiliarem a implantação do serviço no município. Eles tiveram a liberação da Vara de Execuções Penais da Comarca e, na próxima segunda-feira, 12 de junho, passarão por uma nova rodada de entrevistas e avaliação com especialistas para cumprirem o estágio.
Os selecionados deverão retornar à Comarca daqui a três meses.
Inicialmente, o CRS atenderá 32 recuperandos, isto é, condenados que irão migrar para o regime alternativo de custódia. O CRS terá capacidade total para 64 internos. A ocupação de todas as vagas ocorrerá de forma progressiva.
No método Apac, os reclusos estudam e trabalham. Ao retirar o preso do ambiente prisional e submetê-lo a um cotidiano muito diferente daquele vivido nas prisões, a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) afirma reduzir a 30% a reincidência criminal entre os homens e mulheres que passaram por uma das unidades onde o método é aplicado.