“Obrigado por realizar o sonho de diversas famílias ao dar as escrituras”, diz o presidente da Moradia Popular de Monlevade

Nessa primeira remessa, 63 famílias dos bairros Primeiro de Maio, Monte Sagrado e Corumbiara de Vanessa foram contempladas

“Obrigado por realizar o sonho de diversas famílias ao dar as escrituras”, diz o presidente da Moradia Popular de Monlevade
O presidente do Movimento de Moradia Popular de João Monlevade, José Lino Tavares, utilizou a tribuna popular para agradecer o Executivo Foto: Luciano Vidal/DeFato

Nessa quarta-feira (14), durante a última reunião ordinária do primeiro semestre de 2021, o presidente do Movimento de Moradia Popular de João Monlevade, José Lino Tavares, utilizou a tribuna popular para agradecer o Executivo a entrega da primeira remessa de escrituras na cidade. Ao todo, 63 famílias dos bairros Primeiro de Maio, Monte Sagrado e Corumbiara de Vanessa foram contempladas.

Sonho antigo

“Eu quero falar sobre as entregas das escrituras do povo do bairro Monte Sagrado. Quem esteve presente pode testemunhar a alegria daquelas famílias que estavam recebendo as escrituras. Aproveitando o momento, quero elogiar a Secretaria de Serviços de Obras da Prefeitura. O prefeito, Laércio, foi muito ágil para encaminhar a primeira remessa de escrituras”, enfatiza.

Sem morosidade

“Para nós é gratificante dizer a todos que dentre as famílias, uma senhora com 90 anos e a outra próximo a essa idade, que estavam sem casa, receberam as escrituras. É válido a gente expressar um pouco sobre a Moradia Popular em Monlevade, que começou há mais de 50 anos. São diversas conquistas até o momento, além da lei que criou o Conselho de Moradia Popular, que é de grande valia”, ressalta.

Representantes do povo

O vereador e líder do governo na Casa, Belmar Diniz (PT), enalteceu a conquista e elogiou o participante direto da desburocratização na entrega das escrituras, Contrapino.

“Contrapino, após muitas lutas e batalhas, nós conseguimos presentear essas pessoas. Em breve, queremos contemplar várias outras famílias, é uma necessidade. Eu sou líder de um governo que quer ouvir o cidadão e está empenhado nisso”, finaliza.

Relembre o caso

No dia 3 de julho, o prefeito de João Monlevade, Dr. Laércio Ribeiro (PT) e o vice-prefeito, Fabrício Lopes (Avante), estiveram presentes na solenidade de entrega das escrituras para 63 famílias. O evento, realizado pelo Movimento Moradia Popular (antigo Movimento dos Sem-Casa), ocorreu na Escola Cicinha Moura, no bairro Primeiro de Maio. A atividade foi em duas etapas e contou apenas com os beneficiários e poucas autoridades para se evitar aglomeração e atender os protocolos sanitários contra a propagação da Covid-19.

Meta

De acordo com Dr. Laércio, prefeito da cidade: “a nossa meta é entregar até o final de nossa gestão todas as escrituras”, frisou. Ao todo, são 837 famílias cadastradas no setor de Habitação da prefeitura para receber os documentos.

Depoimentos

Bastante emocionado, Geraldo Xavier (65), recebeu a escritura das mãos do prefeito e do vice, e disse que o documento representa um sonho realizado. “É uma pena que minha esposa não está aqui para receber. Lutamos juntos por isso”, conta o aposentado.

Já a catadora de material reciclável, Maria de Fátima Silva (59) mais conhecida como Rainha da Sucata, disse que receber a escritura foi motivo de gargalhadas e se pudesse, soltaria fogos de artifício. “Estou feliz demais e hoje é um dos dias mais abençoados de minha vida”, conta alegre.

Morador do bairro Estrela Dalva, o autônomo Raimundo José Eduardo, (59), estava representando a mãe que, com 91 anos, tem problemas de locomoção e não poderia ir a solenidade. “Isso aqui para nós é felicidade”, explica.

As aposentadas Virgulina Pereira de Souza (93) e Efigênia Gomes da Silva (83) foram bastante homenageadas pelo grupo e para o presidente do Movimento Moradia Popular, José Lino Tavares, elas representam a alma e a luta da caminhada. “Para chegarmos até aqui a luta foi muito grande. A nossa história é árdua e muito bonita”, explica.

Emblemático

O chefe do setor de Habitação, Antônio Batista Miranda Contrapino, um dos grandes líderes do movimento nos anos 1990, relembrou durante a solenidade a luta do movimento e também a ajuda espiritual dos padres.

“A gente queria ter mais pessoas aqui para comemorar, mas por conta da pandemia não podemos chamar todos. É muita gente que nos ajudou até chegar aqui neste dia.  Até a conquista da construção da Escola Cicinha Moura foi uma das lutas do grupo”, frisou.