Oficina de Butoh trabalha o expressionismo a partir de movimentos corporais
Participantes durante momento de concentração na aula
Motivados a descobrir seus movimentos internos a partir de estímulos externos, os participantes da oficina de Butoh desenvolvem sua própria dança por meio da expressão de seus corpos.
Sem passos definidos ou coreografias, o Butoh trabalha a partir de expressionismo e da mitologia pessoal, como conta o instrutor Carlos Eduardo Miranda. “Cada bailarino tem sua dança específica, produz seus próprios movimentos”. Segundo ele, o Butoh “é uma arte que é interdisciplinar. Não é teatro, não é dança, não são artes visuais, mas é isso tudo junto”, define.
Carlos Eduardo relata que o início e a forma do trabalho com o Butoh sempre é mesmo, mas os resultados são distintos e variam de acordo com cada pessoa. “Se eu pedir para dançarem ‘água’, vamos ter diferentes formas de dança. Cada um vai ter uma percepção de como dançar. É essa sensação que faz o movimento”, explicou.
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Com formação em direção de teatro, Carlos trabalha com o Butoh desde 2006 e começou a desenvolver o Afro Butoh. “É anti Butoh você querer dançar como os japoneses, criadores da arte. Então eu comecei a desenvolver o Afro Butoh, onde dialogo a arte com a mitologia afro-brasileira, com os orixás e a ligação com a natureza”, explicou o ministrante.
Inicialmente na Academia Corpo e Alma, a oficina passa a acontecer a partir desta terça-feira, 15 de julho, na Casa do Brás. De acordo com o ministrante, o local é mais adequado por se tratar de um trabalho introspectivo.
