Oito governadores desistem de candidatura e permanecem no cargo até fim do mandato
Dez executivos estaduais renunciam até o próximo sábado (4), prazo limite para a desincompatibilização segundo a legislação eleitoral
Oito governadores em fim do segundo mandato resolveram permanecer no cargo para conduzir a própria sucessão e não disputam mais as eleições à Presidência da República.
As decisões ocorrem em virtude de planos de candidatura frustrados, que romperam com seus vices, que enfrentam cenário político turbulento em seus estados ou não tiveram seus nomes deferidos por suas legendas partidárias.
Dez executivos estaduais renunciam até o próximo sábado (4), prazo limite para a desincompatibilização segundo a legislação eleitoral, enquanto outros nove seguem no cargo para disputar a reeleição.
Entre os nomes que vão finalizar seus mandatos estão Ratinho Junior (PSD), governador do Paraná e Eduardo Leite (PSD), governador do Rio Grande do Sul, que por razões distintas optaram por não concorrer ao Planalto em 2026.
Em cinco estados, os governadores optaram em concluir o mandato para não entregar o cargo a um potencial adversário.
Em Alagoas, Paulo Dantas (MDB), vai apoiar a volta do seu antecessor, Renan Filho (MDB).
No Rio Grande do Norte, a governadora Fátima Bezerra (PT), rompida com o seu vice, Walter Alves (MDB), que será candidato a deputado estadual.
No Maranhão, o governador Carlos Brandão (sem partido) e o seu vice Felipe Camarão (PT), travam disputa ferrenha no campo político e judicial.
Ambos têm pedido de afastamento do cargo.
Também têm divergências com seus vices, Wilson Lima (União Brasil) do Amazonas, Marcos Rocha (PSD), de Rondônia e Wanderley Barbosa (Republicanos) do Tocantins.
Renunciaram, Romeu Zema (Novo) de Minas Gerais e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, ambos, ainda, pré-candidatos à Presidência.
Outros oito governadores vão concorrer ao Senado: Helder Barbalho (MDB), do Pará, Joaõ Azevedo (PSB) da Paraíba, Mauro Mendes (União Brasil) Mato Grosso, Gledson Cameli (PP), do Acre.
Cláudio Castro (PL) do Rio de Janeiro, renunciou ao cargo , mas enfrenta pendências judiciais, condenado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por abuso econômico e político.
Nove governadores vão concorrer à reeleição:
Tarcísio de Freitas (Republicanos) de São Paulo, Rafael Fonteles (PT), do Piauí, Jerônimo Rodrigues (PT, governador da Bahia, Elmano de Freitas (PT), do Ceará.




