Ônibus é incendiado em Venda Nova e carta cita maus-tratos em unidade prisional da Grande BH

Linha 626 foi atacada no bairro Mantiqueira na madrugada desta terça-feira (10), sem passageiros e sem feridos

Ônibus é incendiado em Venda Nova e carta cita maus-tratos em unidade prisional da Grande BH

Um ônibus da linha 626, que faz o trajeto Estação Venda Nova e Esplendor via Nova América, foi incendiado na madrugada desta terça-feira (10) no bairro Mantiqueira, em Venda Nova, na Região Norte de Belo Horizonte. Segundo informações divulgadas pela Itatiaia, três homens armados abordaram o coletivo por volta de 3h, renderam o motorista e atearam fogo ao veículo, que ficou destruído pelas chamas.

De acordo com a Polícia Militar, o grupo deixou uma carta no local. O texto atribui o ataque a supostos maus-tratos no sistema prisional e menciona uma unidade da Região Metropolitana de Belo Horizonte. A ocorrência segue sob apuração, e, até a última atualização, não havia informação oficial sobre identificação ou prisão de suspeitos.

O Corpo de Bombeiros controlou o incêndio e não houve registro de feridos. A Superintendência de Mobilidade de Belo Horizonte informou que o ônibus não transportava passageiros no momento do ataque e que as viagens da linha foram retomadas após o atendimento da ocorrência. Já o SetraBH afirmou, em nota, que o caso será encaminhado às autoridades para identificação dos responsáveis e citou impacto operacional com a perda do veículo.

O episódio ocorre em meio a um cenário de pressão sobre o sistema prisional mineiro, marcado por registros recentes de mortes em unidades do estado, com casos noticiados na Grande BH e em outras regiões. Em um levantamento de julho de 2025, o Hoje em Dia registrou ocorrências envolvendo óbitos de detentos em diferentes unidades e a abertura de apurações. Em fevereiro de 2026, O Tempo também noticiou a morte de um detento em uma unidade de Minas, com investigação em andamento.

As circunstâncias do incêndio no ônibus da linha 626 serão investigadas, incluindo a autoria do ataque e a origem da carta deixada no local. A reportagem continuará acompanhando eventuais atualizações das forças de segurança e de órgãos responsáveis pela mobilidade na capital.