Operação Rejeito: Investigação da Polícia Federal é enviada ao STF após menção a Rodrigo Pacheco
Uma anotação feita a mão, com o nome de Pacheco, foi encontrada no celular do delegado federal Rodrigo Teixeira, preso na Operação Rejeito
Uma menção ao senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) fez a Policia Federal (PF) encaminhar a Operação Rejeito, que apura esquema de corrupção no setor de mineração em Minas Gerais, ao Supremo Tribunal Federal (STF).
Pacheco é um candidato à vaga deixada pelo ministro Luís Roberto Barroso, que antecipou sua aposentadoria, e é um dos nomes apoiado por parlamentares, entre eles, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e concorre com o Advogado-Geral da União, Jorge Messias, aparentemente o preferido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Uma anotação feita a mão, com o nome de Pacheco foi encontrado no celular do delegado federal Rodrigo Teixeira, preso na Operação Rejeito em 17 de setembro, e teria sido enviado pela esposa do policial,
Embora, não necessariamente exista o envolvimento do senador, o documento foi enviado ao STF pela PF.
Questionado por meio de sua assessoria, o senador afirmou que tem relação de “amizade” com João Alberto Lages e que o escritório de advocacia fundado por ele, chamado de Grimaldi, prestou serviços à Global Mineração “exclusivamente em matéria criminal, com procuração e atuação em procedimentos policiais e judiciais, entre 2020 a 2024”.
“Não posso sobre um papel manuscrito de autoria incerta. O que me estranha é isso aparecer e ser vazado agora, veiculando o nome de diversas autoridades sem nenhum critério e lastro em prova. Sobre a tramitação e a razão de estar no Supremo, desconheço. Não tenho como afirmar. De qualquer forma, sobre esse contexto, o que posso afirmar é que conheço o ex-deputado João Alberto, desde 2014, da atividade político-partidária, bem como que meu escritório de advocacia, que levava meu nome, atuou em sua defesa e de sua empresa em procedimentos de natureza penal, inclusive perante tribunais, até o ano de 2024”, afirmou em nota.
A Operação Rejeito visa um grupo de empresas mineradoras que, segundo a PF, corrompia servidores de órgãos ambientais de Minas Gerais e da ANM (Agência Nacional de Mineração) emt roca de autorização para lavras e licenciamento ambiental fraudulentos. O grupo investigado atuava como uma organização criminosa que faturou cerca de R$ 1,5 bilhão por meiod e crimes ambientais e corrupção de servidores públicos nas instâncias federal e estadual no estado.
O caso está no gabinete do ministro Dias Toffoli, que vai decidir se a menção fará com que a investigação saia da Primeira Instância e passe a tramitar no STF.
*Fonte: UOL




