Operários que trabalham na obra do Museu Nacional têm aula de história
Um grupo de 30 operários que está trabalhando no resgate do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, deixaram as ferramentas de lado para assistir aulas. O coordenador técnico da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Paulo Vidal, mostrou, em uma linha do tempo, informações sobre o terreno, […]
Um grupo de 30 operários que está trabalhando no resgate do Museu Nacional do Rio de Janeiro, na Quinta da Boa Vista, deixaram as ferramentas de lado para assistir aulas. O coordenador técnico da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, Iphan, Paulo Vidal, mostrou, em uma linha do tempo, informações sobre o terreno, as etapas da construção do prédio e a importância sócio-cultural do espaço.”Falamos de pontos de vista específicos, do prédio como objeto de preservação patrimonial para que seja visto como elemento fundamental na reconstrução de uma ideia de nação a partir do resgate material que está acontecendo”.
Os operários e, agora alunos, puderam conhecer a área arqueológica onde o material encontrado em meio aos escombros está sendo analisado. A doutoranda do programa de Arqueologia do Museu Nacional Cilcaire Andrade, falou sobre educação patrimonial e destacou que o local guarda mais de 200 anos de história.”Aqui funcionou a primeira Casa de Ciência do país, é fundamental que as pessoas que estão participando deste trabalho compreendam a dimensão e a relevância que estar aqui representa para a continuidade histórica”, explica.
Sobre a obra
A empresa responsável pela obra, Concrejato, tem como tarefa a execução da obra emergencial para estabilização das estruturas e execução de cobertura provisória com a remoção de escombros e entulho para salvamento do acervo histórico do Museu Nacional da UFRJ. Até o momento, foram retiradas mais de 180 toneladas de escombros do prédio e o avanço da obra chega a 10%.
O Museu
O Museu Nacional é a instituição científica mais antiga do Brasil. É um dos museus de ciência de referência no mundo. Foi fundado em 1818. Inicialmente instalado no Campo de Santana, o Museu foi posteriormente transferido para o Palácio de São Cristóvão, monumento tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e situado na Quinta da Boa Vista, um dos mais importantes parques urbanos do Rio. Antes de abrigar o Museu Nacional, o Palácio de São Cristóvão foi residência das famílias real portuguesa e imperial brasileira.No dia 2 de setembro de 2018, o museu pegou fogo perdendo a maior parte do seu acervo e das estruturas.