Oposição articula novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes após ação contra Zema em inquérito

Em recente postagem, Zema utiliza fantoches e simula vozes dos ministros da Corte em personagens que representam magistrados

Oposição articula novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes após ação contra Zema em inquérito
Parlamentares de oposição ameaçam o ministro Gilmar Mendes com pedido de impeachment- Foto: Antônio Augusto/STF

Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados articulam apresentar um novo pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão foi fomentada após Mendes solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema em inquérito das fake news, aberto para investigar ataques e desinformação contra o STF e seus integrantes.

Em recente postagem, Zema utiliza fantoches e simula vozes dos ministros da Corte em personagens que representam magistrados e fazem insinuações sobre decisões emanadas da instituição e possíveis trocas de favores.

A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, com Gilmar afirmando que Zema extrapola os limites da crítica política, afirmando que o conteúdo “vilipendia não apenas honra e a imagem do STF, como também da sua própria pessoa”.

Zema, pré-candidato ao Planalto, em sua defesa, afirma que o conteúdo é uma sátira.

Dá pra ver claramente que é uma sátira, são fantoches, uma caricatura, e isso existe desde que o mundo é mundo“, declarou o ex-governador mineiro, negando irregularidades e dizendo estar tranquilo.

Em conversa com O Tempo Brasília, o líder da oposição na Câmara, cabo Gilberto Silva, afirmou que o pedido de impeachment está em fase final de elaboração, e que a inclusão de Zema no inquérito reforça o discurso de que o STF tem atuado de forma política. “Vamos seguir insistindo na tese de impeachment de ministros. O eleitorado também está preocupado e quer votar em candidatos ao Senado comprometidos com essa pauta”.

O pedido, quando protocolado, será enviado à presidência do Congresso, que vai analisar a sua admissibilidade. Por sua vez, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), sinaliza que não há, no momento, como avançar com esse tipo de discussão no Congresso, mesmo com a crescente pressão política e os embates com o STF.

*Fonte: O Tempo