Oposição articula novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes após ação contra Zema em inquérito
Em recente postagem, Zema utiliza fantoches e simula vozes dos ministros da Corte em personagens que representam magistrados
Parlamentares da oposição na Câmara dos Deputados articulam apresentar um novo pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). A decisão foi fomentada após Mendes solicitar a inclusão do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema em inquérito das fake news, aberto para investigar ataques e desinformação contra o STF e seus integrantes.
Em recente postagem, Zema utiliza fantoches e simula vozes dos ministros da Corte em personagens que representam magistrados e fazem insinuações sobre decisões emanadas da instituição e possíveis trocas de favores.
A solicitação foi encaminhada ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, com Gilmar afirmando que Zema extrapola os limites da crítica política, afirmando que o conteúdo “vilipendia não apenas honra e a imagem do STF, como também da sua própria pessoa”.
Zema, pré-candidato ao Planalto, em sua defesa, afirma que o conteúdo é uma sátira.
“Dá pra ver claramente que é uma sátira, são fantoches, uma caricatura, e isso existe desde que o mundo é mundo“, declarou o ex-governador mineiro, negando irregularidades e dizendo estar tranquilo.
Em conversa com O Tempo Brasília, o líder da oposição na Câmara, cabo Gilberto Silva, afirmou que o pedido de impeachment está em fase final de elaboração, e que a inclusão de Zema no inquérito reforça o discurso de que o STF tem atuado de forma política. “Vamos seguir insistindo na tese de impeachment de ministros. O eleitorado também está preocupado e quer votar em candidatos ao Senado comprometidos com essa pauta”.
O pedido, quando protocolado, será enviado à presidência do Congresso, que vai analisar a sua admissibilidade. Por sua vez, o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), sinaliza que não há, no momento, como avançar com esse tipo de discussão no Congresso, mesmo com a crescente pressão política e os embates com o STF.
*Fonte: O Tempo




