Pai desvia R$ 113 mil em doações ao filho deficiente, gasta no Jogo do Tigrinho e vai preso

De um total de R$ 113 mil arrecadados, restaram somente R$ 300 na conta

Pai desvia R$ 113 mil em doações ao filho deficiente, gasta no Jogo do Tigrinho e vai preso
Vicio em Tigrinho provocou sérios prejuízos para a família e sociedade- Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

João Victor dos Santos Oliveira é apontado como responsável pelo desvio de R$ 113 mil que haviam sido depositados na conta do filho Noah Gabriel Ferreira dos Santos, de 1 ano e 5 meses, que teve os membros superiores e inferiores amputados após uma pneumonia.

A condição do menino sensibilizou e mobilizou moradores de Murici e pessoas de outras cidades alagoanas em campanhas de doação, rifas e pedidos de ajuda divulgados inclusive em programas de TV.

O pai do garoto foi preso após denúncia do Ministério Público de Alagoas (MPAL), apresentada na sexta-feira (23), pela Promotoria de Justiça de Murici.

De acordo com a promotora de Justiça Ilda Regina, a mãe da criança estava em Maceió acompanhando o filho hospitalizado quando o pai providenciou a abertura de uma conta bancária em nome de Noah, ficando como responsável financeiro para receber as doações e, mais tarde, quando sua esposa procurou os recursos para o custeio do tratamento e a colocação de próteses, soube que não havia mais dinheiro disponível.

Mikaelle Ferreira dos Santos, mãe do garoto, relatou ao MPAL que o marido não prestava contas do dinheiro recebido, e quando questionado, não dava explicações. De um total de R$ 113 mil arrecadados, restaram somente R$ 300 na conta.

João confessou ter utilizado o dinheiro em plataformas de apostas e outras despesas. Ele teria aberto uma conta na Caixa Econômica Federal (CEF) se apresentando como representante legal do filho.

O MP protocolou ação criminal contra o investigado pelos crimes de furto qualificado, estelionato contra vulnerável e abandono material, com pedido de prisão preventiva. a solicitação foi aceita pela Justiça que cumpriu o mandado de prisão.

*Fonte: Metrópoles/Gazetaweb.com