Pais questionam itens de material escolar exigidos em escolas municipais de Monlevade

A Prefeitura alega que aqueles que têm dificuldades em adquirir o pedido devem procurar a direção da escola ou a Secretaria Municipal de Educação

Pais questionam itens de material escolar exigidos em escolas municipais de Monlevade
Foto: Divulgação/FGV

Pelo menos três mães de alunos da Escola Municipal Promorar entraram em contato com a reportagem da DeFato para reclamar dos materiais escolares exigidos aos seus filhos. Segundo eles, a Prefeitura deveria entender que justamente por estudarem em escolas públicas, alguns não têm condições de comprarem tanta coisa. O Executivo alega que não há obrigatoriedade na compra de materiais pelas escolas públicas e que aqueles que têm dificuldades em adquirir o pedido devem procurar a direção da escola ou a Secretaria Municipal de Educação.

A reportagem teve acesso à lista. Além dos itens mais comuns, como cadernos, lápis e borracha, a lista contem alguns materiais mais específicos. Exemplo são dois pacotes de folha fluorescente, dois pacotes de papéis chamequinho branco e dois coloridos. Há ainda na lista durex colorido, rolo de durex largo, papel colorset estampado e outros. Os pais afirmam que estes materiais, em específico, terão dificuldade em comprar.

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Procon

O Procon da Assembleia Legislativa de Mina Gerais (ALMG) alerta para comportamento abusivo. Conforme destacado, a escola não pode exigir dos alunos materiais de uso coletivo, como giz, canetas para quadro branco, materiais de limpeza, papel higiênico, copos e outros. Em alguns órgão do Procon, até de outros estados, é alertado sobre o pedido de folhas para serem usadas em impressoras. Não pode ser exigido ainda a marca do material, nem o estabelecimento comercial onde se deve comprar.

Qualquer cidadão que sentir seus direitos lesados deve buscar imediatamente orientação no Procon. Em João Monlevade, o serviço funciona na Câmara Municipal, à avenida Dona Nenela, bairro JK.

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