Para o bem e para o mal, estreias dos titulares de Cruzeiro e Atlético mais parecem uma extensão da última temporada

Uma ótima notícia para os cruzeirenses, mas não tão boa para os atleticanos

Para o bem e para o mal, estreias dos titulares de Cruzeiro e Atlético mais parecem uma extensão da última temporada
Fotos: Gustavo Aleixo/Pedro Souza/Inshot

Após escalarem times mistos ou completamente reservas nas duas primeiras rodadas do Campeonato Mineiro, Cruzeiro e Atlético levaram o que possuem de melhor no momento para os confrontos deste final de semana. E se a expectativa dos torcedores era ver algo diferente do ano passado, não foi exatamente o que aconteceu. Uma ótima notícia para os cruzeirenses, mas não tão boa para os atleticanos.

Atuando no Mineirão, a Raposa atropelou o Uberlândia por 5 a 0 no último sábado (17). À frente do time principal pela primeira vez em 2026, Tite — por escolha própria ou falta de tempo — preservou o DNA do Cruzeiro de Leonardo Jardim.

Durante os 90 minutos, o que se viu foi um time intenso, vertical e letal. Destaque do jogo, Christian marcou duas vezes e deu mais uma prova de que tirá-lo do time será uma missão complicadíssima para Tite. Assim como Lucas Romero, autor do quinto e último gol do jogo. A disputa por uma vaga no meio-campo, acirrada com a chegada de Gerson, promete…

De diferente, mesmo, apenas o gol de Wanderson, logo no início do segundo tempo. Peça fundamental em boa parte de 2025, o ponta esquerda marcou com a camisa celeste pela primeira vez.

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E se sobraram bolas na rede no jogo de sábado, faltaram na Arena MRV. Nem as estreias de Maycon e Renan Lodi foram suficientes para o Atlético apresentar algo diferente ao seu torcedor no domingo (18).

O empate por 0 a 0 contra o fraco Tombense trouxe elementos repetidos da última temporada. Com a bola, o Galo foi um time ansioso e pouco inteligente, abusando dos erros de passe e desperdiçando as poucas chances claras criadas.

Sem ela, muito espaço entre os setores e uma marcação totalmente desorganizada. O resultado só não foi pior devido à limitação do adversário, que não vence uma partida há inacreditáveis oito meses.

Além de tropeçar mais uma vez no Estadual, o Atlético se vê no pior cenário possível em um início de temporada desafiador. Até aqui, o Galo não conseguiu dar o ritmo necessário às partidas, tampouco pontuou o suficiente para jogar de forma mais tranquila.

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Daqui a uma semana, o confronto será contra o maior rival, hoje em fase muito mais confiante. Até lá, o atleticano torce para que a equipe deixe para trás o museu de grandes novidades que tem sido o início da atual temporada.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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