Pastor da Batista defende presidente da Câmara de Monlevade no caso do crucifixo
Para o pastor Lafavette, surgimento de nova droga é mais preocupante do que a polêmica religiosa
O pastor Juliano Lafavette Maia, presidente da Igreja Batista do Evangelho Pleno, esteve presente à sessão ordinária da Câmara Municipal de João Monlevade, nessa quarta-feira, dia 30, para defender o presidente evangélico da Casa Legislativa, Pastor Carlinhos (PV).
Pastor Carlinhos tem sido alvo de críticas de católicos, desde que tomou a iniciativa de retirar, do Plenário, a imagem do cristo crucificado que ficava acima de fotos dos representantes do município, estado e república federativa.
Em seu discurso na Tribuna Popular, o pastor Juliano Lafavette, afirmou estar preocupado com a notícia divulgada na mídia monlevadense de que os evangélicos são contra a religião católica. “Temos buscado trabalhar em harmonia com os católicos. Estou aqui comprovando para vocês que somos amigos de todo mundo. Um ajudando o outro”, explicou.
A repercussão da polêmica na imprensa e a mobilização de religiosos da Igreja Católica também foram citadas pelo pastor. “Sei que haverá nova manifestação, na próxima quarta-feira, aqui na câmara. E para que isso? Não é assim que se trabalha para o povo. Precisamos de amor”, pediu Lafavette.
Tóxicos
Segundo o pastor Juliano Lafavette, há problemas mais importantes a serem debatidos pela sociedade como a questão dos tóxicos. “Fiquei sabendo que acabava de chegar a Brasília uma droga muito pior que o crack. E cada pedrinha custa só 0,50 – cinquenta centavos. Querem acabar com as nossas crianças. E ficamos discutindo coisas desnecessárias”, alertou.
Politicagem
Sentindo-se responsabilizado na fala do pastor Lafavette pelo início da polêmica da retirada do crucifixo, o vereador Robertinho do DVO (PMN), se defendeu afirmando não ter tido a intenção de fazer politicagem com o tema. “Nunca tive a intenção de usar a questão religiosa. Apenas fui contra a retirada do crucifixo – do Plenário – e continuo sendo. Só digo ao senhor – pastor e com muito respeito – que ainda bem que não fui eu que tirei o crucifixo”, argumentou.