Pastor Izael aposta em aproximação com servidores e fortalecimento institucional para vencer as eleições do Sintsepmi

Ao falar dos objetivos da chapa, Izael de Oliveira Santos disse que o Sintsepmi precisa recuperar credibilidade para voltar a ser um instrumento de luta

Pastor Izael aposta em aproximação com servidores e fortalecimento institucional para vencer as eleições do Sintsepmi
Jânia Ambrósia Teixeira e Izael de Oliveira Santos. Foto: Guilherme Guerra/DeFato
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Com a promessa de “devolver o sindicato ao servidor”, o servidor público Izael de Oliveira Santos, é o representante da Chapa 2 nas eleições para a escolha da nova mesa diretora do Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi). Ao lado de Izael (que também é pastor), está o candidato a vice-presidente, José Egídio dos Santos, professor da rede municipal de Educação. A primeira-secretária da chapa é Jânia Ambrósia Teixeira, agente comunitária e ex-vice-presidente da entidade.

A chapa, composta por 19 integrantes de diversos setores do funcionalismo municipal. Em entrevista à DeFato, Izael Santos e Jânia Ambrósia afirmaram que querem apostar na pluralidade das áreas para “reconectar o Sintsepmi às bases” e dar novos rumos ao sindicalismo local. No bate-papo exclusivo, a dupla afirmou que mudanças só ocorrerão se o servidor reassumir o protagonismo da entidade. “Não adianta reclamar de fora, se para construir um sindicato forte, é preciso participar”, disse Izael.

Com uma campanha curta e pouco tempo para articulações, o grupo afirma estar sendo bem recebido pelos servidores, muitos deles, segundo os candidatos, estão descrentes após anos de afastamento da entidade.

Reaproximação com os servidores

Pastor Izael, candidato à presidência, acumula 18 anos de atuação na Itaurb e quatro no Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae). Servidor experiente, afirma conhecer as dificuldades enfrentadas pela categoria e diz que sua motivação vem da necessidade de “transformar o sindicato em um verdadeiro instrumento de defesa”. Segundo ele, o papel do presidente deve se assemelhar ao de um advogado da classe trabalhadora. “O servidor precisa sentir que o sindicato está ali para defender seus direitos. Hoje, muitos não acreditam mais nisso”, aponta.

Jânia Ambrósia, agente de saúde há 13 anos e técnica em enfermagem, já integrou a diretoria da entidade, experiência que pretende usar para fortalecer o diálogo setorial. Para ela, o contato direto com a população fornece uma leitura privilegiada sobre as demandas dos servidores.

“Trabalhamos em vários espaços, enxergamos as dificuldades e precisamos trazer isso para dentro da entidade. O objetivo é construir uma ponte entre o sindicato e quem precisa dele”, afirma.

Ampliação de convênios e escuta direta 

Ao falar dos objetivos da chapa, Izael Santos disse que o Sintsepmi precisa recuperar credibilidade para voltar a ser um instrumento de luta. Entre as principais metas apresentadas, ele e sua primeira-secretária citaram a construção da confiança como um dos pilares da campanha, afirmando que acreditam em campanhas de filiação e engajamento, além da presença da diretoria nos setores públicos e a escuta ativa aos trabalhadores, através de reuniões frequentes com as categorias.

Os representantes da Chapa 2 também disseram que, caso eleitos, irão lutar pela ampliação dos convênios aos servidores, especialmente na área da saúde (academias, odontologia e outros serviços). Pesquisas internas sobre condições de saúde e qualidade de trabalho, além da possibilidade de aquisição um veículo para transporte de servidores em consultas e ações sindicais também são algumas das propostas

“Para a gente entender o que é o sindicato, eu tenho que ver primeiro o que o servidor precisa. Eu tenho que entender o que ele precisa, o que ele necessita, entende?”, afirma Izael Santos. 

Jânia Ambrósia Teixeira e Izael de Oliveira Santos. Foto: Guilherme Guerra/DeFato

Diálogo com a Prefeitura de Itabira

Recentemente, os servidores públicos de Itabira estiveram em greve. A paralisação geral estava ocorrendo após alterações do Executivo no benefício do cartão-alimentação dos servidores, que passou a ser concedido com base em faixas salariais, e pelo aumento do desconto do plano de saúde – que subiu de 3% para 4%. Mesmo após negociações e reuniões de representantes do Sintsepmi, funcionários públicos e a prefeitura, ficou definido que, no momento, tais mudanças serão mantidas. 

A partir daí também foi instalada uma mesa de discussão permanente entre a prefeitura e o sindicato, onde segundo o secretário de Administração, Paulo Henrique Gomes, “o ambiente tem sido de respeito entre as partes, com o objetivo de estabelecer um canal duradouro de diálogo”. Questionado sobre o escopo das negociações, o secretário explicou que, em um primeiro momento, questões econômicas (como vale-alimentação e plano de saúde) não estão na pauta, mas poderão ser discutidas posteriormente. “No momento, o foco está em temas como condições de trabalho, possibilidade de home office em setores específicos e outras melhorias que não envolvam necessariamente aspectos financeiros”, disse.

Ao serem questionados sobre a efetividade do canal de diálogo e de que forma eles pretendem garantir que questões como o cartão-alimentação e o plano de saúde voltem a ser discutidas, Izael e Jânia afirmaram que tentarão instituir um canal efetivo de negociações, independentemente do governo eleito. Izael defendeu que não irá adotar uma postura de confronto, mas de firmeza argumentativa.

“Nós não estamos aqui para bater, mas para conversar. A greve mostrou que o servidor precisa ser ouvido. Sem diálogo, não há solução”, completou Jânia.