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Pedido de vista adia votação de projetos sobre recomposição salarial dos servidores de Itabira

Pedido de vista adia votação de projetos sobre recomposição salarial dos servidores de Itabira

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

A tramitação dos projetos relacionados à recomposição salarial dos servidores municipais de Itabira foi adiada após pedido de vista apresentado pelo vereador Marcelino Guedes (PSB), durante a reunião ordinária desta terça-feira (28), na Câmara Municipal.

As propostas, encaminhadas pelo governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), tratam do reajuste geral anual dos vencimentos dos servidores e agentes políticos, além de alterações nas regras do auxílio-alimentação.

O Projeto de Lei 32/2026 propõe recomposição salarial de 3,9% para os servidores municipais. O percentual, no entanto, foi rejeitado pela categoria durante assembleia realizada pelo Sindicato dos Trabalhadores e Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), que considera o índice insuficiente.

Já o Projeto de Lei 33/2026 altera os critérios para concessão do auxílio-alimentação. Pela proposta, servidores com remuneração mensal de até R$ 4.693,39 passariam a receber R$ 470,01 de benefício. Para aqueles com salários entre R$ 4.693,39 e R$ 9.351,00, o texto prevê o retorno do direito ao auxílio, com pagamento mensal de R$ 235.

O pedido de vista feito por Marcelino Guedes adia a votação por alguns dias e permite que os vereadores analisem melhor o conteúdo dos projetos antes da deliberação em plenário. Segundo o parlamentar, o objetivo é ampliar o debate entre Legislativo, Executivo e representantes da categoria. “O pedido de vista é para que a gente possa debruçar ainda um pouco mais no projeto. Porque a gente tem aí seis dias a mais também para estar fazendo interlocuções com o Poder Executivo. Acho uma pauta importantíssima. Quanto mais tempo a gente tiver para discutir, é importante”, afirmou.

Marcelino destacou ainda que o prazo adicional pode abrir espaço para novas conversas entre o sindicato e a Prefeitura, possibilitando a construção de uma proposta mais próxima das reivindicações dos servidores. “É importante também para o próprio sindicato se organizar melhor, ter mais oportunidade de contato com o Poder Executivo e continuar demonstrando o seu lado, as suas argumentações, o porquê de não concordar com esse percentual e buscar uma melhoria”, declarou.

O que diz o Sintsepmi

A presidente do Sintsepmi, Graziele Cachapuz, criticou o envio do projeto à Câmara sem considerar o posicionamento da categoria manifestado em assembleia.

Segundo ela, os servidores rejeitaram o percentual de 3,9% e devem intensificar a mobilização durante a tramitação das propostas no Legislativo. “O governo mandou o projeto para a Câmara desconsiderando o retorno dos servidores em assembleia, que recusaram o percentual de 3,90%. Vamos buscar mobilizar a categoria para se posicionar na Câmara e cobrar dos vereadores maior compromisso com aqueles que movimentam os serviços fundamentais para a população”, afirmou.

Graziele também comentou sobre o pedido de vista apresentado por Marcelino Guedes e disse que o sindicato pretende dialogar com o vereador para entender as motivações da decisão. “Vamos procurá-lo para entender quais foram as dúvidas que suscitaram o pedido de vista”, disse.

Com o adiamento, a expectativa é de que novas conversas ocorram nos próximos dias entre representantes do Executivo, vereadores e sindicato antes que os projetos retornem à pauta para votação.

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