Pela primeira vez: Lula diz ser favorável à redução da maioridade penal em qualquer crime hediondo

Lula foi o primeiro sabatinado na emissora sobre o pleito eleitoral no segundo turno. Flávio Bolsonaro será sabatinado nesta sexta-feira (16)

Pela primeira vez: Lula diz ser favorável à redução da maioridade penal em qualquer crime hediondo
Lula se posiciona sobre maioridade penal Foto: LulaOficial/Youtube

Em entrevista à Globo nesta quinta-feira (15), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, disse ser a favor da redução da maioridade penal no caso de crimes hediondos.

Lula foi o primeiro sabatinado na emissora sobre o pleito eleitoral no segundo turno. Flávio Bolsonaro será sabatinado nesta sexta-feira (16).

“Em todo e qualquer crime hediondo eu sou a favor de reduzir a maioridade penal”.

A resposta ocorre num momento que o líder do PT no Senado, Camilo Santana, apresentou a ideia de reduzir a maioridade penal para 16 anos, durante discussão da PEC da Segurança, uma das bandeiras da gestão petista.

“O problema é que a PEC não estava discutindo isso. O PL queria reduzir para 14, o Camilo apresentou para reduzir para 16. Eu acho que a sociedade brasileira inteira é a favor da redução da maioridade para qualquer crime hediondo”, disse Lula.

Lula também comentou a análise do governo Donald Trump sobre o PCC e o CV, classificando esses grupos como terroristas, chamando de equivocada a decisão dos Estados Unidos.

“É um ponto que os Estados Unidos não entendem. quando eles falam em terrorismo, eles falam como se fossem aqueles que atentaram contra as duas torres americanas. Não é o caso do Brasil, onde essas facções só querem dinheiro”.

Questionado sobre a demora em tecer críticas mais duras ao Supremo Tribunal Federal (STF) depois das revelações do caso Master, o presidente aproveitou e defendeu uma reforma do Judiciário contrapor a forma como o bolsonarismo encara a situação.

“Obviamente que a extrema direita joga a Suprema Corte nas minhas costas, porque eles querem caçar o Moraes (Alexandre). Não por conta do Banco Master, e sim porque ele prendeu o pai de Flávio Bolsonaro. Essa é a questão que está em jogo”.

Na oportunidade, Lula citou exemplos de relação entre ministros e Daniel Vorcaro, defendendo um novo “limite ético” aos magistrados.

Lula afirmou que a explicação dada a ele pelo diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sobre por que esteve numa degustação de uísque paga pelo ex-banqueiro em Londres, “não convenceu”, mas evitou confirmar se Andrei permanece no cargo num eventual próximo governo.

Sobre a economia, Lula evitou se comprometer com corte de gastos e manteve o discurso de que acredita numa economia que faça o dinheiro circular nas mãos do mais pobres, e prometeu manter a valorização real do salário mínimo.

*Fonte: Extra