Perito rebate denúncia sobre Kombi que transporta alunos no Córrego do Meio

Engenheiro negou irregularidades em Kombi que transporta alunos da comunidade de Córrego do Meio

Perito rebate denúncia sobre Kombi que transporta alunos no Córrego do Meio

O engenheiro mecânico Márcio Alexandre de Araújo, responsável pela fiscalização de veículos escolares que prestam serviços em Itabira, foi à Câmara de Vereadores nessa segunda-feira, 16 de maio, se posicionar sobre o estado de conservação da Kombi que transporta alunos da comunidade do Córrego do Meio. Na Casa Legislativa, o perito da Secretaria Municipal de Educação contestou a denúncia de irregularidades do veículo e apresentou laudo sinalizando conformidade às exigências da pasta.

Márcio Araújo compareceu à reunião de comissões temáticas do Legislativo, realizada na tarde dessa segunda-feira, após solicitação da Comissão de Educação, que apura o caso. Há 15 dias, em reunião ordinária, uma moradora da comunidade de Córrego do Meio foi à tribuna denunciar as condições precárias da Kombi que transporta estudantes às escolas municipais. As denúncias eram, por exemplo, de vazamento no teto do veículo, um eixo traseiro amarrado com arame e pneus “carecas”. Pelo menos 20 crianças são atendidas pelo carro.

Após as queixas, o engenheiro mecânico vistoriou novamente o veículo e rechaçou a denúncia no plenário da Câmara, nessa segunda-feira. Quanto ao eixo traseiro, Márcio alegou que se trata de parte de uma estrutura dianteira atingida por uma pedra, “que simplesmente serve de encaixe para o macaco levantar o veículo para trocar o pneu”. O impacto, cita, teria sido provocado pela condição da malha rural da cidade.

O especialista também refutou a reclamação quanto ao teto do veículo. “Todo mundo conhece o teto de uma Kombi. É uma chapa inteiriça. Não poderia estar vazando. As crianças podem abrir o vidro e não o fecharem bem e serem molhadas quando chover”, argumentou.

Investigação

O vereador Tãozinho Leite (SD) citou que parlamentares foram à localidade verificar a denúncia. E a precariedade foi vista por eles, por exemplo, nos pneus. Ele lembrou que a situação das rodas não permite a aderência ao solo e em estradas de terra, corre risco de derrapar.

O responsável pela fiscalização municipal citou a possibilidade de condutores “maquiarem” os veículos no ato da inspeção da secretaria. “O que mais fazem é a troca de pneus. Eles vêm na vistoria com pneus dentro da lei – pneus novos ou seminovos na frente, seminovos ou recauchutados atrás e estepe – e depois da vistoria, podem chegar à esquina e trocarem os pneus. Isso cabe, no entanto, à fiscalização e ao policiamento, seja da Transita ou Polícia Militar”, disse.

Márcio sinalizou à Câmara que cobre do poder público e segurança pública que intensifique as ações de averiguar se os veículos escolares estão em condições de uso, de segurança e principalmente se possuem selo de vistoria exigido pela Secretaria de Educação.

A relatora da Comissão de Educação da Câmara, Marcela Cristina (PR), informou que a investigação do caso ainda permanece em trâmite, onde todos os envolvidos no impasse serão ouvidos pelo Legislativo.