Pesquisa mostra que 64% dos itabiranos acham as demissões da Vale excessivas

  Em entrevista coletiva, o Sindicato Metabase apresentou, nessa terça-feira, 14, uma pesquisa realizada em Itabira sobre a opinião da população a respeito das demissões da Vale. Os números mostraram que 64% de Itabira acha que as dispensas da mineradora são excessivas, mesmo se tratando de um cenário de crise. O levantamento foi realizado pelo […]

 
Em entrevista coletiva, o Sindicato Metabase apresentou, nessa terça-feira, 14, uma pesquisa realizada em Itabira sobre a opinião da população a respeito das demissões da Vale. Os números mostraram que 64% de Itabira acha que as dispensas da mineradora são excessivas, mesmo se tratando de um cenário de crise. O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisas DataMG e exibido pelo diretor-presidente da empresa, Adilson Simeão, junto de Paulo Soares, presidente do sindicato.
 
Sobre as ações do Metabase, em favor do emprego em Itabira, 66% dos entrevistados aprovam a posição da organização, contra 18% que desaprova. A respeito dos benefícios e malefícios que a mineradora traz para cidade, o índice de respostas ficou quase dividido: 46% dos pesquisados acham que a empresa faz mal e 43%, que faz bem. A mesma questão, segundo o DataMG, foi abordada em 2006 e, na época, 71% dos itabiranos achavam que a Vale era boa para Itabira. Confira o relatório completo.
 
Paulo Soares disse que já levou ao conhecimento da mineradora a pesquisa. “Esses dados servirão para sensibilizar a empresa e abrir novas negociações sobre o que é melhor para a cidade e para os trabalhadores”, disse. Segundo ele, só no mês de junho, a Vale demitiu 90 pessoas em Itabira, alegando que os dispensados faziam parte de um programa de aposentaria.
 
O caso foi levado ao Ministério Público do Trabalho que exigiu da empresa justificativas técnicas e financeiras, número exato de dispensas de novembro de 2008 a junho de 2009 e relação dos grupos sindicais que fizeram acordo.  Segundo Soares, o processo de negociação contra o desemprego vai continuar, paralelo às negociações da Participação de Resultados (PR). “A empresa pode ceder uma margem de lucro para atender às nossas reivindicações”,exclamou.