Pesquisa revela estados com motoristas mais mal-educados

Minas Gerais é o terceiro estado com motoristas mais gentis

Pesquisa revela estados com motoristas mais mal-educados
Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

Uma pesquisa realizada pela plataforma de idiomas Preply revela Estados brasileiros em que os motoristas são mais mal-educados e grosseiros, mas também aqueles onde eles são mais gentis no trânsito.

O estudo se deve ao Maio Amarelo, período em que se procura conscientizar a população sobre a prevenção de acidentes no trânsito.

O estudo evidencia que, tanto no Brasil, como em Portugal, as confusões no trânsito envolvendo a linguagem são mais comuns do que se pensa, indiferente da cultura ou geografia dos países.

A pesquisa revela que a impaciência é uma característica dos dois países, onde bate-bocas, gestos obscenos e buzinas altas e constantes culminam em conflitos cada vez mais frequentes entre pedestres e condutores e até entre eles próprios, levando, às vezes, a consequências mais graves. 

A pesquisa mostra que, tanto no Brasil, quanto em Portugal, as agressões verbais são mais frequentes:

Brasil (73,6%);

Portugal (78%).

Os Estados brasileiros com o maior número de estressados e mal-educados são:

São Paulo (36,2%);

Rio de Janeiro (20%);

Bahia (6,6%);

Ceará (3,2%);

Pernambuco (3,2%).

Em Portugal:

Lisboa (44,6%);

Porto (28,4%);

Setúbal (3,6%).

Os Estados brasileiros mais gentis no trânsito são: 

Santa Catarina (13,4%);

Rio Grande do Sul (12,6%);

Minas Gerais (10,8%);

Paraná (10,8%);

Distrito Federal (9%).

Em Portugal, os motoristas e pedestres são mais gentis em:

Évora (10,6%);

Beja (9,7%);

Aveiro (9,1%).

A pesquisa ressalta que os entrevistados, embora ressaltem a importância de um diálogo tranquilo em situações de conflito no trânsito, admitem nem sempre ser possível em função de problemas na comunicação entre as partes.

Os brasileiros entrevistados (46%) revelam recorrer a xingamentos e palavrões para demonstrar sua irritação, contra 67% dos portugueses.

A troca de palavrões é uma característica do Brasil e de Portugal, mas, a maioria dos entrevistados concorda com a importância de se evitar confrontos e responder de forma educada e calma; 64% no Brasil e 60% em Portugal.

Foram entrevistadas 500 pessoas residentes em Portugal e e outro tanto no Brasil, de forma remota, durante o mês de maio.