Péssimo planejamento da SAF atleticana impede o Galo de vencer final alcançada graças à torcida
A bem da verdade, a atuação medíocre do último final de semana resumiu perfeitamente a temporada do Atlético
Foram 180 minutos sofríveis. Nem o forte calor de Assunção, capital do Paraguai, justifica o baixo nível da final da Copa Sul-Americana, disputada entre Lanús e Atlético no último sábado (22). Muito superior financeira e tecnicamente, o Galo passou longe de se impor como esperado. A bem da verdade, a atuação medíocre do último final de semana resumiu perfeitamente a temporada do clube.
Ainda assim, até pelo material humano muito mais completo que o do adversário, criou chances para levantar a sua primeira taça da competição. Mas, em algum momento, o péssimo planejamento do ano cobraria seu preço. O enredo foi cruel ao colocar nos pés de Biel, uma das várias contratações questionáveis de 2025, as duas chances mais claras de vencer a partida.
Únicos a se salvarem neste fraquíssimo ano, torcida e Sampaoli carregaram o Galo para a final. Aliás, foram os torcedores — que, aparentemente, nem o direito de extravasar na arquibancada possuem mais — os principais responsáveis por dar o mínimo de dignidade a uma temporada que caminhava para mais uma luta contra o rebaixamento.
Basta lembrar que o preferido da gestão Menin para o lugar do ultrapassado Cuca era Pedro Caixinha. Um potencial erro evitado graças a uma forte campanha pelo argentino nas redes sociais.
Porém, embora o clichê classifique-o como uma “caixinha de surpresas”, o futebol muitas vezes é óbvio. E, por mais que o vice cause dor nos milhares de atleticanos espalhados por Belo Horizonte, Assunção e outros cantos do mundo, levantar um título internacional seria demais para quem pouco fez por merecer.
Que o vexame do último sábado sirva de lição para 2026. É hora de traçar planejamentos sérios, que não dependam apenas de um jogo, como foi em 2024 e 2025. Técnico e torcida podem ajudar muito, mas o sucesso depende única e exclusivamente de algo que anda distante da Cidade do Galo: profissionalismo.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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