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Piada sem graça! Deboche em público pode ter acelerado queda de Maduro

Trump não achou graça nas brincadeiras de Maduro- Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

As danças públicas e a irreverência adotada por Maduro nas semanas anteriores à sua captura por forças norte-americanas podem ter precipitado a reação de Donald Trump determinando o sequestro do ditador venezuelano.

Fontes internas mencionadas pelo New York Times, afirmam que o comportamento de Maduro irritaram o presidente dos EUA, Donald Trump, que interpretou como deboche aberto num momento em que Washington já o havia advertido claramente das possibilidades de tirá-lo do poder.

Ao lado da mulher, Cília Flores, em locais públicos e até mesmo no complexo presidencial em Caracas, pouco antes da sua detenção, Maduro foi visto dançando e cantando de forma jocosa, como em tom de desafio à Casa Branca.

Sua postura foi entendida como tentativa de desmoralizar os alertas de Trump, acreditando ser um blefe de sua parte as ameaças feitas.

O episódio mais marcante ocorreu durante a inauguração da Escola Internacional de Liderança Feminina, em dezembro, quando Maduro começou a dançar ao som de uma versão eletrônica remixada de um dos seus próprios discursos, com o slogan “Não à guerra, sim à paz”, cujos gestos pareciam imitar movimentos corporais de Trump ao celebrar vitórias, com o punho cerrado no ar, atitude que causou mal-estar em Washington.

Nas semanas anteriores, Maduro cantou a música “Imagine”, de John Lennon, como se fosse um “hino universal pela paz”.

“Façam tudo pela paz”, como dizia Lennon, declarou Maduro à época, em discurso a apoiadores.

Fontes do The New York Times asseguram que esse comportamento foi o ponto de ruptura, a confirmação de que Maduro não levava a sério os avisos americanos.

Mesmo depois de capturado, o tom não mudou. As primeiras imagens do ditador sob custódia mostraram Maduro desejando “Feliz Ano Novo” e fazendo sinal de positivo enquanto era conduzido algemado pelos agentes.

O futuro político da Venezuela é uma incógnita; ao mesmo tempo que a presidente interina Delcy Rodríguez dá sinal de conciliação pedindo paz e diálogo, não à guerra, defendendo uma reaproximação institucional com os EUA, pouco tempo depois ela afirma que a Venezuela “jamais voltará a ser colônia” de nenhum país.

Mesmo sentimento expressado pelo ministro do Interior, Diosdado Cabello, que manteve tom desafiador reiterando que Maduro continua sendo, para o chavismo, o presidente legítimo do país.

Por seu lado, Trump lança um alerta a Delcy Rodríguez, afirmando que ela terá punição pior que a do Maduro se não seguir as diretrizes dos Estados Unidos.

*Fonte: O Globo

 

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