Plano de Mobilidade Urbana é apresentado em audiência pública antes de se tornar lei

Vereador Sueliton Sousa, secretário-adjunto Júlio Maria Abílio e o superintendente da Transita, Flávio Raimon, durante audiência pública

Plano de Mobilidade Urbana é apresentado em audiência pública antes de se tornar lei

Na noite dessa terça-feira, 30 de março, aconteceu a segunda e última Audiência Pública para consolidação do Plano de Mobilidade Urbana (PlanMob) em Itabira. Com o plenário da Câmara Municipal relativamente vazio (a primeira audiência, que aconteceu em maio de 2015 e ficou lotada), a Tectran, empresa contratada para estudar o trânsito do município e desenvolver o plano de mobilidade, apresentou todos os estudos de prognóstico desenvolvidos.

Na abertura da audiência, o vereador Sueliton Souza, o superintendente da Transita, Flávio Raimon, e o secretário-adjunto de Ordem Pública, coronel Júlio Maria Abílio Ferreira, que representou o prefeito Damon Lázaro de Sena, discursaram sobre a importância do plano de mobilidade para a cidade.

A gerente da área de plano de mobilidade da Tectran, Mariana Moura, mostrou todas as propostas estudadas pela empresa. “Hoje não temos a intenção de falar do produto final. A gente apresenta o que já foi levantado de propostas e o que já foi testado. Queremos realmente que a população participe, contribua com sugestões, críticas e ideias”, afirmou.

O objetivo do Plano é proporcionar, a médio e longo prazo, mobilidade e acessibilidade para todos os cidadãos, sejam pedestres, motoristas, usuários de transporte coletivo, ciclistas ou com mobilidade reduzida. “As pessoas sempre querem soluções imediatas, mas assim só fazemos uma reparação e não paramos para elaborar algo mais estruturado, que será melhor daqui há dez ou vinte anos. Então, o foco do Plano de Mobilidade é planejar o futuro”, argumentou Mariana.

A Tectran fez uma série de estudos para entender questões básicas de Itabira, por exemplo, como circulam os itabiranos, onde trabalham, para onde a cidade cresce e como funciona o sistema de transporte coletivo. As análises foram feitas em toda a área do município, envolvendo seus distritos, e compreendem também uma avaliação sobre o crescimento urbano de Itabira. De posse desses números, os técnicos puderam propor algumas estratégias que, segundo a gerente, resultaram em um aumento na rapidez de 41% na distância total percorrida e 66% a mais no aproveitamento diário nos deslocamentos. 

Após as apresentações de Mariana, o público pôde participar com perguntas, questionamentos e sugestões. Os itens questionados pelo público, composto em sua maioria por alunos da Unifei, foram bastante diversificados, como melhorias do fluxo de veículos na praça Acrísio de Alvarenga.

Propostas

Dentre as propostas apresentadas por Mariana, uma delas é a padronização das calçadas, com revestimento, antiderrapante e resistência. Outra é a implantação da rede estrutural do transporte coletivo, que interligaria o Centro e os bairros. Nessa proposta, a avenida João Pinheiro funcionaria como um grande “terminal rodoviário”, atuando como a conexão dentro do sistema de transporte coletivo da cidade. “Quanto mais tempo eu perco no trânsito, quanto mais estresse eu tenho, pior é a qualidade de vida na cidade. Nosso objetivo é redefinir o caminho da cidade, que hoje tem vários gargalos e congestionamentos”, disse a especialista.

Participação

No final, Mariana Moura frisou que a participação de toda a sociedade é fundamental para a discussão e elaboração da proposta. A população pode participar enviando propostas através do site www.planmobitabira.com.br até o dia 8 de abril.

Atualmente, o site possui apenas 13 usuários cadastrados e 46 demandas mapeadas, sendo: terminal de ônibus (1), melhoria na calçada (10), restrição do tráfego de automóveis (14), redução da velocidade para automóveis (4), nova rota cicloviária (4), reajuste do tempo do semáforo (4), ponto de ônibus (6) e travessia de pedestres (3).

O Plano está na reta final e já passou por outras cinco fases: mobilização inicial (fevereiro/2015), levantamento de dados (março a maio/2015), primeira audiência pública da etapa de diagnóstico (maio/2015), diagnóstico (maio a agosto/2015), prognóstico (agosto a dezembro/2015) e propostas (dezembro/2015 a março/2016). Após o dia 8, as propostas serão analisadas e consolidadas para se tornarem uma minuta de lei a ser enviada à Câmara de Vereadores.