Apesar das medidas preventivas tomadas pela Vale, de tempos em tempos Itabira sofre com a poeira proveniente das minas da empresa. Na tarde desta quarta-feira, 31 de outubro, mais uma vez a área urbana foi coberta pelas partículas amareladas, nocivas à saúde, em decorrência dos ventos. A última vez que isso ocorreu foi no dia 20 do mês passado.
O nível de poluição do ar é medido por quatro estações de monitoramento funcionando em pontos estratégicos da cidade, que são operadas por uma empresa terceirizada da própria mineradora. Assim ficou decidido na condicionante da Licença de Operação Corretiva (LOC) 2000: a Vale teria de construir e operar os equipamentos responsáveis por medir a intensidade das partículas lançadas na atmosfera diariamente.
A empreiteira responsável pelo trabalho envia os dados das estações ao mesmo tempo para a Vale, Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e Secretaria Municipal de Meio Ambiente. A classificação dos poluentes se divide em dois tipos: Partículas Totais em Suspensão (PTS), o pó preto visível com alto poder de sujidade, e o PM10, poeira amarela respirável e nociva ao organismo.
Quando questionada, a companhia afirma que a poeira tem contribuição de diversas fontes e está estritamente associada a particularidades do regime de ventos na região.
A Vale informa, ainda, que mantém, em caráter permanente, aspersões com caminhões-pipa das principais vias das minas de Itabira, feitas continuamente, em todos os dias da semana. É feito o tratamento das superfícies dos taludes e pilhas de estéril com produtos aglomerantes, de forma a minimizar a emissão de poeira, e executados plantios para restabelecer a cobertura vegetal. Também como medida preventiva, as áreas inativas do complexosão cobertas com gramíneas e leguminosas. Mesmo assim a situação sai do controle e atinge a comunidade.